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Transtorno do pânico e agorafobia

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Cada vez mais pessoas precisam recorrer a um psicólogo para resolver problemas de ansiedade. O transtorno do pânico, com ou sem agorafobia, é um dos problemas mais comuns que os profissionais de saúde mental enfrentam no dia a dia do seu trabalho. No entanto, há muita desinformação e mitos que cercam esta questão. Portanto, este artigo tem por objetivo explicar o que é o transtorno do pânico-agorafobia.





Em primeiro lugar, temos de saber que este problema é tratado como duas entidades diferentes. Isto é, transtorno de pânico, de um lado,  e agorafobia, do outro ( de acordo com os novos critérios do DSM-V). No entanto, a maioria dos profissionais, manuais e livros, os contemplam como sendo o mesmo fenômeno. Por quê? Em geral, para que uma pessoa sofra de agorafobia, é preciso que tenha sofrido de transtorno de pânico antes. Isto é, os problemas surgem quando a pessoa sofre ataques de pânico (distúrbio de pânico) em algumas situações que passam a ser evitadas depois (agorafobia). Por que  ela evita essas situações? Para não ter outro ataque do pânico.

Para entender melhor o problema, vamos definir o que é transtorno do pânico com ou sem agorafobia.
Um ataque de pânico é a ocorrência de uma quantidade desproporcional de ansiedade repentina. O que mais assusta estas pessoas é acabar tendo um ataque cardíaco, desmaiar, se afogar, perder o controle ou morrer durante um ataque. Estes pensamentos são acompanhados por sensações fisiológicas como taquicardia, calor, tremores, aperto no peito, tensão muscular e náuseas.

 

Estas sensações fazem com que a pessoa não queira outra coisa senão se livrar do desconforto e, para isso, ela pode consultar vários médicos, tomar drogas psicotrópicas, só ir para lugares seguros, procurar ajuda no hospital, etc. Em suma, qualquer comportamento que objetive fazer com que o ataque do pânico desapareça.
Então, o que essas pessoas mais temem é uma sensação física. Ou seja, estão atentos a qualquer sensação que o seu corpo possa ter, como pontadas, tonturas, falta de ar, tensão muscular, etc. Mas, na realidade, a maioria das sensações físicas que eles temem são reações normais e naturais do corpo, como a digestão, menstruação, exercício físico, fadiga, falta de sono, etc.
Agora explicaremos o que é a agorafobia, porque há muita confusão sobre esta problemática. Muitas pessoas acreditam que a agorafobia é o medo de espaços abertos ou públicos, o que é totalmente falso. Na verdade, essas pessoas têm medo de ter um ataque de pânico no momento em que estejam em locais públicos ou em situações das quais não consigam escapar com facilidade. Eles também têm muito medo de ter um ataque de pânico em um lugar onde ninguém possa ajudá-los. Assim, é lógico que, na maioria dos casos de agorafobia, primeiro deve haver um transtorno do pânico.




Uma vez que eles têm medo de ter um ataque em um lugar onde não consigam escapar, ser socorridos , ou por ser embaraçoso, ao longo do tempo passam a evitar muitas situações, como ir a restaurantes, supermercados, sair, etc. Mas não é só isso, eles também realizam muitos comportamentos de busca de segurança para se sentirem melhores e seguros, como sentar na porta do restaurante, saem acompanhados, vão a lugares próximos de casa, etc.
Como mencionado, o transtorno do pânico com ou sem agorafobia é um problema comum na prática cotidiana, isso explica a vasta pesquisa que existe sobre o assunto.

Fonte: Descubrelapsicologia traduzido e adaptado por Psiconlinews

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