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8 lições antigas sobre a vida que ainda devemos observar

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Princípios da velha escola que podem melhorar os seus resultados hoje.
Se você já sofreu de ansiedade, ou mesmo de depressão, já pode encontrar algum alívio na antiga filosofia do estoicismo. Espere: provavelmente não é o que você pensa, se você pensar nos estoicos como pessoas que escondem as suas emoções.





De acordo com Jules Evans, autor de Filosofia para a Vida e outras situações perigosas: Filosofia Antiga para problemas modernos, uma combinação de filosofia e psicologia não só é prático; é uma forma eficaz de abordar os problemas de hoje. Não diferente da terapia cognitivo-comportamental, as idéias clássicas exploradas por Evans, fazem uso da psicologia para aprendermos a lidar com as nossas emoções. Para qualquer um com um pouquinho de inclinação analítica, ou aqueles que têm sido infelizes por muito tempo, como o próprio Evans estava em seu anos de faculdade, a combinação de abordagens pode ser extremamente útil.
1) Não são os eventos que nos causam sofrimento, mas a nossa opinião sobre estes eventos.





Os estoicos pensavam que poderíamos transformar nossas emoções pela compreensão de como elas estão conectadas às nossas crenças e atitudes. Muitas vezes, o que nos faz sofrer não é um evento adverso particular, mas a nossa opinião sobre ele. Nós podemos fazer uma difícil situação ficar muito pior pela atitude que media nossa com relação com ela. Isso não significa que devemos “pensar positivamente” – significa apenas que precisamos estar mais conscientes de como as nossas atitudes e crenças criam nossa realidade emocional.
2) Nossas opiniões são muitas vezes inconscientes, mas podemos trazê-las à consciência nos questionando.
Sócrates disse que somos como sonâmbulos vagando pela vida, inconscientes de como vivemos e sem nunca nos perguntar se as nossas opiniões sobre a vida estão corretas. A maneira de trazer crenças inconscientes para a consciência é simplesmente se perguntar: Por que estou sentindo essa forte reação emocional? Que interpretação ou crença está levando você a isso? Será que a crença é verdadeira? Onde está a sua prova? Os estoicos usavam um diário para manter o controle de suas respostas automáticas e examiná-las.
3) Não podemos controlar tudo o que acontece conosco, mas podemos controlar a forma como reagimos.





Epiteto, o escravo-filósofo, dividiu toda a experiência humana em dois domínios de coisas: as que podemos controlar e as que não podemos. Nós não controlamos as outras pessoas, o clima, a economia, os nossos corpos e saúde, nossa reputação, ou coisas do passado e do futuro. A única coisa que temos controle total é sobre nossas crenças – se optarmos por exercer esse controle. Mas, muitas vezes, tentamos exercer o controle completo sobre algo externo, e, em seguida, se sentimos inseguros e com raiva quando falhamos. Ou deixamos de assumir a responsabilidade por nossos próprios pensamentos e crenças, e usamos o mundo exterior como um álibi. Focar sobre as coisas que você pode controlar é uma maneira poderosa de reduzir a ansiedade e afirmar a autonomia em situações caóticas.
4) Escolha o seu ponto de vista com sabedoria.
A cada momento do dia podemos escolher a perspectiva que tomamos da vida, como um diretor de cinema que escolhe o ângulo de uma filmagem. Um dos exercícios praticados pelos estoicos era chamada A vista de cima: Se você está se sentindo estressado por alguns pequenos aborrecimentos, projete sua imaginação para o espaço e imagine a imensidão do universo. A partir dessa perspectiva cósmica, a irritação não parece mais ser tão importante -você fez de um morrinho, uma montanha.
Outra técnica usada pelos estoicos (juntamente com os budistas e os epicuristas) era trazer de volta a sua atenção para o momento presente, se eles sentissem que estavam se preocupando muito com o futuro ou ruminando sobre o passado. Sêneca disse a um amigo: “Qual é o sentido de arrastar-se para sofrimentos que já passaram, de ser miserável agora, só porque você já foi um miserável?”
5) Os hábitos são poderosos.
Uma coisa que os estoicos valorizavam, e que a filosofia moderna falhou com seu foco na teoria, é a importância da prática, treinamento, repetição ou, em uma palavra: hábitos. Por sermos criaturas tão esquecidas, precisamos repetir as idéias até que elas se tornem hábitos arraigados. Pode ser útil citar a técnica estoica da máxima – eles encapsulavam suas idéias em frases breves e memorizáveis como “Tudo com moderação” ou “A melhor vingança é não ser como eles” – e repetiam para si mesmos quando necessário. Os estoicos também carregavam consigo pequenos manuais com algumas de suas máximas favoritas.
6) O trabalho de campo é vital.
Outra coisa que os estoicos valorizam, e que a filosofia moderna, muitas vezes despreza, é a ideia de trabalho de campo. Uma das minhas citações favoritas de Epiteto é: “Podemos ser fluentes em sala de aula, mas se nos levarem para a prática lá fora, iremos miseravelmente naufragar.” Se você está tentando melhorar o seu temperamento, não pode deixar de praticar. Se você está tentando emagrecer, pratique comendo menos comidas calóricas e fazendo exercícios. Sêneca disse: “O estoico vê toda a adversidade como treinamento”.
7) A virtude é suficiente para a felicidade.
O estoicismo não era apenas uma terapia de bem-estar; era uma ética, com uma definição específica da boa vida: O objetivo de vida para estoicos era viver de acordo com a virtude. Eles acreditavam que você não encontra a boa vida nas variáveis externas como a riqueza ou poder. Mas se fizer o que é certo, então você sempre será feliz, porque fazer a coisa certa está em seu poder e nunca sujeita aos caprichos da fortuna. A filosofia é exigente e, mesmo assim, em alguns aspectos verdadeiros: Fazer a coisa certa está sempre em nosso poder.
8) Temos obrigações éticas para a nossa comunidade.

Os estoicos foram pioneiros na teoria de cosmopolitismo – a ideia de que temos obrigações éticas não apenas com nossos amigos e família, mas também com a nossa comunidade em geral, e até mesmo com a humanidade. Às vezes nossas obrigações se colidem – entre nossos amigos e nosso país, ou entre o nosso governo e nossa consciência. (Por exemplo, poderíamos resistir aos nazistas se crescêssemos em 1930 na Alemanha?). Será que realmente temos obrigações morais para com as pessoas do outro lado do mundo? E sobre outras espécies, ou as futuras gerações? Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

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