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7 maneiras de conversar com pessoas difíceis

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Eu tenho alergia a superioridade. Comece a falar baixo para mim ou em um tom depreciativo e já posso sentir a minha pressão subir. Meu sistema nervoso é acionado e eu tenho que trabalhar duro para me certificar que estou segura e preciso me  acalmar. Faço isso porque não quero reagir e ficar na defensiva com a pessoa que está (ou que eu sinto estar) me humilhando (e às vezes elas não estão). Ficar na defensiva só agravaria a situação e eu poderia perder a oportunidade de aprender alguma coisa, o meu próprio sentimento de paz interior e auto-confiança, ou uma relação valorizada.


A representação perfeita dessa situação é quando Bruce Banner se sente ameaçado e começa a se transformar no Incrível Hulk. Ele deixa uma grande bagunça para trás (e arruína completamente suas roupas, o que eu não posso dar ao luxo de fazer).
Este post, então, é para qualquer um que tenha de lidar com pessoas que são difíceis e que acionam os nossos ´´botões Hulk´´. A chave: Não deixá-los ganhar. Experimente adotar estas avançadas estratégias pessoais. Essas habilidades foram projetadas para ajudá-lo a desligar o ´´gatilho´´, de modo que você possa conversar com a pessoa e ao mesmo tempo não se sentir com a dignidade ameaçada.

1. É sobre eles.

A primeira e mais importante coisa a saber é que, muitas vezes, quando alguém dá sermões para você – dando conselhos não solicitados, culpando, ou atacando – ela geralmente está falando de si mesma. Antes de reagir, imagine se o que ela disse, na verdade, se aplica a ela. Você pode até mesmo virar o jogo e perguntar se ela já experimentou o que está descrevendo, ou se sentiu da maneira como ela está sugerindo que você se sente.

 2. Você pode me ouvir?


 

Vamos imaginar que você está lidando com alguém que simplesmente não consegue parar de falar, e tem o hábito de interrompê-lo quando você tenta responder. Você pode segurar a sua mão com o dedo indicador (não o do meio), ou simplesmente dizer: “Eu ainda não acabei; um momento por favor”. Ou aprofundar a sua resposta e ação, “Eu realmente não tinha terminado e quando você me interrompe e muda de assunto, eu sinto que você não está interessado no que eu tenho a dizer”. Se a resposta for breve, você pode ouvi-lo, mas você também pode compartilhar que não dá para se concentrar e ouvi-lo até que você possa terminar o que estava dizendo.

3. Seja um ouvinte poderoso.

 Até agora citamos algumas coisas que você pode falar, mas a estratégia essencial é ouvir. Ouvir de verdade. Entenda o que a pessoa está dizendo e o que ela parece estar sentindo por trás das palavras. Em seguida repita, para que ela saiba que você realmente entendeu. Este simples ato de reconhecer o que a outra pessoa diz pode reduzir muito o atrito em nossas comunicações. Você não tem que concordar com a pessoa; ser um bom ouvinte não significa que você concordou com tudo o que ela disse, mas que conseguiu compreender a perspectiva dela. Quando uma pessoa se sente ouvida e compreendida, ela pode ouvir você mais plenamente e um vínculo saudável ocorre.



4. Abra mão do controle.

 Uma das dinâmicas mais incompreendidas num relacionamento é o conceito de controle. Talvez a nossa exposição excessiva às táticas de comunicação de vendas e técnicas de manipulação, tais como: “O primeiro a falar perde”, sejam os nossos maiores inimigos para a construção de confiança em nossos relacionamentos. No fundo, as pessoas se sentem manipuladas por essas abordagens e podem responder defensivamente. Lembre-se: Os relacionamentos não são ´´ganhar ou perder´´. Deixe de tentar controlar o resultado. Deixe de lado a análise e o julgamento e apenas escute com o coração aberto. Quando a outra pessoa estiver falando, esvazie da sua mente tudo o que você quer dizer e como você quer dizer. Uma boa compreensão não pode ter lugar quando seu cérebro está avaliando, controlando, elaborando estratégias, e pensando em sua próprias respostas. Quando você perde a oportunidade de se conectar, a outra pessoa pode sentir isso e se tornar mais defensiva.

 5. Você precisa de limites também.

 O mundo está cheio de pessoas que querem ser ouvidas, então você pode ter seus ouvidos bombardeados por pessoas que querem falar dos seus problemas. Isso pode ser bom quando se tratar de membros da família ou amigos próximos. Para outros, defina alguns limites. Talvez um colega de trabalho queira falar com você sobre seus problemas pessoais (de novo), mas você realmente não tem tempo nem energia, e precisa manter seu foco nas tarefas do trabalho. Basta responder e deixar a pessoa saber que você realmente gostaria de ouvir mais, mas tem que voltar ao trabalho. Você também pode dizer com compaixão: “Parece que você já passou por um monte de dor e mágoa com isso. Eu espero que você possa encontrar alguém para conversar sobre essas coisas.”

6. Amor duradouro é uma questão de compatibilidade.

 Nossos relacionamentos íntimos têm uma incrível capacidade para acionar nossas reações-Hulk especialmente quando estamos incompatíveis. Duas chaves para uma parceria vencedora são: como o casal se comunica e como fazem os reparos após um desentendimento. Quando o casal consegue efetivamente incorporar as habilidades de escuta e compreendem um ao outro, eles não tentam mudar o outro e a saudável ligação ocorre. Mesmo nas divergências, reparos podem ser feitos. O problema surge quando os dois são incompatíveis, com grandes diferenças de pontos de vista ou valores. Determine se você e seu parceiro conseguem ter longas conversas e ouvir um ao outro por horas. Olhe para o passado e note se há um nível de intolerância quando ele (ou você) estiver falando, ou se qualquer um de vocês secretamente (ou não tão secretamente) deseje que o outro se mude.

7. Use a sua liberdade de expressão.

 Não tenha medo de expressar seus sentimentos ou de falar a sua verdade, como ela ocorre. A razão das pessoas se sentirem emocionalmente ´´sequestradas´´ é que elas temem ficar desconfortáveis com seus sentimentos. Elas querem se dar bem com os outros, então ´´engarrafam´´ seus sentimentos. Talvez não compartilhem sobre o filme que querem ver, ou sobre qual alimento querem comer, ou sobre o que querem fazer, em vez disso elas cedem aos desejos da outra pessoa. O que geralmente acontece é que, como uma bomba-relógio, toda a frustração acumulada sai de uma vez. É como uma torneira de água pingando: Se você não der passagem às gostas, mas apenas abafa sua raiva, uma hora a explosão acontece. Expresse seus sentimentos antes de você fazê-lo com raiva. Diga:

“Desculpe, eu realmente não quero comer pizza de novo.”
“Estou sobrecarregado com o trabalho e preciso que me ajude com as crianças hoje.”
“Sinto-me magoado quando você aponta meus defeitos. Penso nessas coisas mais do que você imagina.”
Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

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