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Identificando e tratando a Compulsão alimentar

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A compulsão alimentar caracteriza-se pela grande ingestão de alimentos em um curto espaço de tempo, por exemplo duas horas, por um período superior a 6 meses com frequência de no mínimo duas vezes na semana, onde não se tem a saciedade, independente da quantidade de comida ingerida.

  A compulsão alimentar pode ser desencadeada por fatores como:





  • Cobrança excessiva quanto a aparência, devido as tentativas de emagrecimento gerando ansiedade que faz o indivíduo ingerir uma quantidade de alimentos ainda maior;
  • Associada a quadros depressivos ou ansiosos, tendo seu tratamento medicamentoso com ansiolíticos a antidepressivos;
  • Questões emocionais e afetivas, relacionadas a autoestima, isto é, a forma como o sujeito enxerga a si mesmo.

Geralmente a compulsão alimentar vem associada a obesidade na maioria dos casos, isso porque o indivíduo não percebeu e buscou ajuda no início do transtorno alimentar, comumente devido a não ter conhecimento de se tratar de um transtorno, como ocorre na maioria dos casos. Após inúmeras tentativas a pessoa na condição de compulsivo alimentar não consegue sair desse ciclo.

Como se sente uma pessoa em estado compulsivo alimentar?





  • Acometimentos psicológicos como inadequação ao padrão social gerando no indivíduo transtorno de humor e ansiedade;
  • Vergonha por comer muito, levando ao isolamento social que poderá desencadear depressão;
  • Autoestima baixa, acarretando sofrimento psicológico devido a depreciação da autoimagem;
  • Culpa por manter a reeducação física e alimentar por alguns dias, regredindo em seguida, levando a sentimentos de frustração e impotência.

O tratamento

É preciso investigar os fatores que levam a compulsão alimentar por uma equipe multidisciplinar composta por educador físico, psiquiatra, médico, nutricionista e psicólogo. Em alguns casos pode se fazer necessário a ingestão medicamentosa durante o processo.

A atividade física também exerce papel fundamental, pois é responsável pela sensação de bem estar diminuindo também a ansiedade sentida pelo sujeito durante o processo. É possível que nos primeiros dias a prática de atividade física seja dificultada justamente por em outro momento o indivíduo não ter chego ao seu objetivo, porém com o passar dos dias e a produção de serotonina o cérebro acaba por assim dizer “viciando” nesse substância o que gera gradativamente a disposição para a prática de atividade física.

Quando tem-se fatores emocionais associados a compulsão alimentar é importante recorrer a psicoterapia e que o sujeito perceba em quais momentos tende ao consumo exagerado de comida, utilizando de anotações quanto aos sentimentos gerados pela ingestão de alimentos, bem como situações que desencadeiam tal comportamento. Por vezes a causa parece simples, mas é apenas a ponta do iceberg da disfunção. Quando o sujeito se dá conta do motivo pelo qual exerce tal comportamento, seja ele compensatório ou não, controlar a compulsão torna-se um processo mais fácil, pois tem-se o entendimento da raiz desencadeante do transtorno.

About the Author Patricia Janaina Hornburg

Psicóloga de formação e professora por vocação, taurina, um tanto teimosa, escreve para aliviar a alma das dores do mundo. Extremamente encantada pelo mundo e pelas pessoas. Têm aprendido muito com as crianças e acredita que o essencial é invisível aos olhos. www.patriciahornburg.com.br https://www.facebook.com/Patrícia-Hornburg-728427063953961

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