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O Relacionamento acabou! E agora o que faço?

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Quando o relacionamento acaba existe sempre duas partes envolvidas. Geralmente para uma delas é mais fácil esse processo, pois o fim se deu por sua vontade e ela já havia se preparado, juntando evidências, fatos, para elaboração desse luto antecipado. Mas, por vezes, não comunicou o outro, ou este outro não a levou a sério em suas ameaças de término, de findar a relação.





Em outros momentos o término vem sem avisos, quando sou vítima de uma traição. E então a dor é muito maior, pois ela afeta nosso equilíbrio emocional, nossa autoestima, nos culpabilizamos ”e se tivesse feito assim, procurou fora o que não tinha em casa”. Caros amigos/as não existe isso de procurar fora o que não se tem em casa, é apenas um pensamento reflexo da sociedade patriarcal e machista na qual vivemos, quem trai, trai sempre, e costuma fazer isso em seus relacionamentos afetivos, o problema é dele/a e não teu!

Mas como reconstruir esse ser que encontra-se desequilibrado dentro dele mesmo? Como perdoar o outro? Perdoar-se? Recomeçar?





Essas perguntas não são fáceis nem mesmo práticas de solucionar. Inicialmente passarás pelo processo de luto e suas 5 fases, conforme o meu artigo anterior.
E é importante que passe por ele, que tenhas vontade de chorar, de expulsar esse sentimento, provavelmente sentirás raiva, mágoa, planejará vinganças contra o ex, porém em algum momento do caminho te darás conta de que é preciso transcender esses sentimentos, será quando o luto dará lugar à reconstrução de um novo ser.
Nessa reconstrução pode ser importante a psicoterapia como forma de autoconhecimento, ressignificando esses sentimentos, encontrando novas formas de viver só. Quando aprendemos a conviver com a solidão e gostamos desse tempo que passamos juntos, não nos envolvemos com a primeira pessoa que aparece na nossa frente, nos tornamos seletivos, passamos a valorizar mais quem se é do que aquilo que se aparenta ser, resumindo: não nos deixamos enganar por nossa carência afetiva.





Alguns relacionamentos nos levam a deixar de fazer coisas que antes nos davam prazer, como sair com amigos/as, fazer alguma atividade desportiva, viajar e outras tantas coisas. E então retomar nosso círculo de amigos/as, voltar às práticas desportivas e viajar podem ser caminhos saudáveis para o processo de cura da dor. Conhecer novas pessoas, novos lugares, novos cursos, pode dar novo ânimo e inclusive melhorar nossa autoestima.
A atividade física também ajuda na superação da dor, pois desta forma canalizamos a energia para uma atividade saudável e além disso nosso condicionamento físico também melhora.
De uma coisa se sabe: essa dor que você está sentindo há de passar, mas não se deixe consumir por ela, junte-se aos seus amigos, eu sei que não terás ânimo para sair de casa, mas tente, vá a atividades culturais, comece um novo curso, que tal conhecer aquele país dos sonhos? Ler um novo livro? Escrever? Plantar uma árvore?
O relacionamento nos deixa sempre na nossa zona de conforto, é confortável ter alguém perto, mas não tenha medo de sair da zona de conforto quando sua felicidade estiver em jogo. Há relações que não nos fazem bem, livre-se delas! Seja congruente com aquilo que és e não se permita sofrer em função de outra pessoa.

About the Author Patricia Janaina Hornburg

Psicóloga de formação e professora por vocação, taurina, um tanto teimosa, escreve para aliviar a alma das dores do mundo.
Extremamente encantada pelo mundo e pelas pessoas.
Têm aprendido muito com as crianças e acredita que o essencial é invisível aos olhos.
www.patriciahornburg.com.br
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