4 Armadilhas da Mente que Podem lhe Aprisionar

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Nosso cérebro e nossa mente possuem algumas artimanhas para impedir o desenvolvimento da excelência psíquica, afetiva, social e até mesmo profissional. São ciladas sorrateiras que atuam em nossa mente e se tornam bloqueadores de lucidez e autoconsciência.





Para superá-las é necessário uma série de pequenos exercícios mentais diários, pequenas mudanças na forma de pensar, que se tornam grandes com o passar do tempo. Estas irão agir diretamente no funcionamento primitivo de sobrevivência, que opta por seguir caminhos menos arriscados e ameaçadores, o que não significa, necessariamente, que estes nos excluem do sofrimento e da insatisfação. Por isso a importância de trabalhar estes aspectos.
Não se preocupe, estas armadilhas são estratégias inconscientes da nossa natureza e todos possuímos, mas é importante nos atentar para que não sejamos aprisionados por elas:

1 – O conformismo





O conformismo é uma arte utilizada para manter o que, digamos, já está funcionando muito bem. O desejo de estabilidade faz parte dos argumentos para sustentar a ideia dos conformados. Tendo ele, alguns pensamentos para manter a tranqüilidade podem surgir, por exemplo: “Eu já tenho o suficiente”, “Por que fazer mais?”, “Assim já está bom demais”.
Algumas características: Não reagir / aceitar passivamente o desagradável / obstáculos físicos, sociais e culturais são usados como os principais motivos.

2 – O coitadismo

Na prática é um nível mais avançado do conformismo. No coitadismo você tem pena de você mesmo por estar na situação que está. Sua atenção está voltada a se lamentar e não no que pode fazer para mudar. “Ninguém gosta de mim”, “nada do que faço dá certo”, “sou um derrotado mesmo”.
Algumas características: Está convencido de que não é capaz / quer convencer os outros que é impotente / fazem questão de anunciar suas crenças irreais de impotências e limitações / dramáticos.

3 – O medo de reconhecer erros





Reconhecer erros é reconhecer que você é um ser humano. E, só pra relembrar, ser humano é ser imperfeito. Quem se amedronta com esta realidade está fadado ao sofrimento, ao desgaste físico e psíquico. Ter medo de reconhecer erros é abdicar de todo potencial que pode ser descoberto após transcendê-los. Defeitos, fragilidades, estupidez e incoerência nos formam e nos transformam continuamente. “O que vão pensar de mim se falar a verdade?”, “E agora? o que eu vou falar?”, “Não posso dizer que o erro foi meu”.
Algumas características: Supervalorização da imagem de perfeição / Errar é sinômino de incompetência / apego à idéia de perfeccionismo.

4 – O medo de correr riscos

O medo de correr riscos coloca em pauta o quanto a ousadia faz parte de suas ações rotineiras, porque os ousados não possuem medo de correr riscos – o que não significa que são insensatos. Quem tem medo de correr riscos possui suas metas, objetivos e sonhos, mas travam na hora “H”. Os riscos do percurso se sobressaem e a missão é abandonada bem antes de ser dada a largada. “Eu queria mas…”, “E se acontecer…”, “Não sei se sou capaz de suportar se der errado”.
Algumas características: Não ultrapassam fronteiras / colocam os riscos como obstáculos intransponíveis / insegurança / não analisam os riscos previamente.

Se você identificou que possui uma, ou algumas destas, é hora de botar a mão na massa: Questione-se quando estes sentimentos e pensamentos surgirem. Faça perguntas objetivas a si mesmo: Com base em quais experiências eu estou pensando desta forma? O que eu posso fazer para fazer diferente desta vez e atingir os meus objetivos? O que eu posso fazer para controlar os meus medos e inseguranças? Escreva de forma manuscrita e observe as referencias que sua mente irá buscar para responder as perguntas.

About the Author Jonathan Bonfim

Psicólogo, psicoterapeuta, pós graduando e criador/colunista do Blog senhordesimesmo.wordpress.com. Apaixonado pela impermanência da vida e pelo poder de transcendência que o ser humano possui, Jonathan utiliza as redes sociais para compartilhar conteúdos de reflexão e inspiração.

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