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Resiliência: você verga ou se quebra?

resiliência - resilient winter tree 645x400 - Resiliência: você verga ou se quebra?

Você é uma pessoa flexível ou você não aceita mudanças? 3 coisas sobre flexibilidade que você deveria saber…
No momento de iniciar a redação desse artigo, me vem à cabeça uma frase-lema de alguns e frase-tabu de outros: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”






Há quem seja profundo conhecedor de verdades e, por conhecer o que é certo e errado, tem essas certezas infalíveis e imutáveis sobre tudo. Contudo, o acumular certezas e verdades pode ser doloroso e emocionalmente extenuante.
Do ponto de vista psicológico, essa inflexibilidade pode representar possibilidades de desenvolver distúrbios e transtornos os mais diversos.
aqui, três sinais de que você poderia necessitar de apoio profissional:

1- Você sente necessidade de estar sempre com a razão.

Se você precisa que todos reconheçam que você é quem está certo, sua atitude pode, na verdade, esconder seu medo de estar errado, de não saber escolher ou de ter feito escolhas erradas em sua vida. Trabalhar seus receios, seus medos, suas incertezas que embora muito bem escondidas, devem existir, é uma forma de assegurar sua saúde mental.

2- Você não muda de opinião.





Muitas pessoas tem grandes dificuldades em mudar de opinião. Do mesmo modo, tem dificuldades em reconhecer que suas verdades, suas crenças, suas opiniões já não condizem mais com a realidade tal como se apresenta.

3- Você não muda de atitude.

Há quem prefira “dar murros em ponta de faca”, reproduzindo velhos padrões comportamentais, se prejudicando, obtendo resultados indesejáveis, apenas por não querer ou conseguir mudar de atitude.
Esses problemas requerem atenção. Ser flexível, adaptar-se, mudar de ideia e de atitude, reconhecer a obsolência de nossas velhas certezas, abandoná-las e adotar a resiliência e a transformação como modo de sobrevivência são atitudes fundamentais para que possamos viver em harmonia em um mundo de diferenças e de questionamentos constantes.






A resiliência é, justamente, a capacidade de adaptar-se. Quando exercemos uma força sobre as extremidades de um bambu, por exemplo, ele se dobra, verga. Isso faz com que, depois da tempestade e do vento agressivo, ele possa voltar. Até há outras árvores com raízes mais profundas, com troncos mais vistosos mas que não se dobram ao vento. acabam, por ser inflexíveis, sucumbindo a ele.

De acordo com Munhoz(2014, p. 01),

Resiliência é a habilidade de se adaptar e superar com sucesso frente aos desafios e às situações estressantes. É a superação das adversidades de forma saudável e construtiva.A resiliência foi definida por Garmezy (1984) como resistência ao estresse ou invulnerabilidade frente a condições adversas. O individuo resiliente não apresenta problemas comportamentais e emocionais frente a estressores. Muitas mudanças costumam ocorrer na vida pessoal, novos desafios estão sempre surgindo, sendo assim, é importante aprender a lidar adequadamente com os desafios.A resiliência está na superação das dificuldades, a pessoa resiliente “dá a volta por cima” diante dos percalços. Mesmo diante de situações estressoras consegue ser produtiva, aprende e se desenvolve. O termo é oriundo da física, trata-se da capacidade dos materiais de resistirem aos choques e pressões sem alterar suas qualidades. Nos anos recentes o termo foi incorporado pelas ciências humanas e expressa a capacidade de um ser humano de superar adversidades.

Assim, aprender sempre, modificar-se, adaptar-se, é o mesmo que ser resiliente. Ser resiliente, no entanto, não significa ser inconstante, volúvel e sem objetivos. Pelo contrário, uma pessoa com essas características sabe que por vezes, é preciso alterar o curso, para conseguir chegar ao destino proposto.
A música de Raul Seixas, que fala de metamorfose e o risco das certezas absolutas já nos ensinava sobre Resiliência bem antes desse conceito virar moda. E você? Quando enfrenta tempestades, você verga ou se quebra???

About the Author Júlia Pereira Damasceno de Moraes

Mulher, filha, mãe, esposa, professora, educadora, eterna aprendiz. Graduada em Letras pela Universidade do Planalto Catarinense. Especialista em Leitura e Produção de Texto. Leitora inveterada. Aspirante a escrevente. Amante do saber e do conhecimento. Preocupada com o rumo que os adolescentes e jovens estão tomando e com a falta de referencial de vida para muitos dos alunos com os quais convive 12 horas por dia. Os pais se preocupam com o mundo que vão deixar para os filhos, mas não estão se preocupando com os filhos que vão deixar para o mundo. Isso é grave!

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