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Comunicação Não-verbal: 4 Sinais que Podem Ajudar o Psicoterapeuta

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A cinesiologia é o ramo da ciência que estuda os movimentos do corpo humano. Ela se divide em cinco ramos e seus conhecimentos têm grande influência nas áreas da psicologia, psiquiatria, antropologia, sociologia e etologia. No entanto,  os psicólogos são provavelmente os especialistas que mais realizam experimentos baseados nesta área.





Os gestos das pessoas são sempre um ato de comunicação que pode oferecer tanto ou mais informações do que é dito verbalmente, por isso a cinesiologia é tão importante para os psicólogos, pois torna possível a percepção de emoções através do comportamento humano, coisas que tentamos de toda forma esconder, mas que são reveladas através do comportamento.

Embora esta seja uma área extremamente complexa, infelizmente ainda existem questionamentos sobre a sua validade prática, pois a maioria das comunicações cinesiológicas são feitas através de “micro gestos” perceptíveis apenas por aqueles que têm um bom conhecimento sobre o comportamento humano em geral.

A seguir estão os quatro tipos de sinais não-verbais mais fáceis de se detectar que podem ajudar na psicoterapia:





Ter a mesma postura

Quando duas pessoas demonstram a mesma postura ou atitude frente a um assunto ou situação, isso significa que estão sendo empáticas e que estão compartilhando do mesmo ponto de vista. Este fenômeno foi investigado por Frieda Fromm-Reichmann e se baseia na neurologia, mais precisamente nos neurônios ”espelhos”, que nos permitem simular internamente as ações dos outros. Esses neurônios são ativados através do reconhecimento de algumas ações ou comportamentos da outra pessoa e nos permitem “desenvolver” em nosso próprio cérebro o mesmo processo, possibilitando a vivência da mesma experiência, ou seja tendo empatia.
Na psicoterapia o psicólogo pode  se utilizar deste princípio para ajustar o seu grau de empatia, a fim de se relacionar melhor com o paciente durante a sessão. Pode também ser muito útil na psicoterapia familiar e de casal, pois o psicólogo percebe com mais facilidade se os pacientes estão conectados empaticamente e se compartilham o mesmo ponto de vista ou argumentos similares a respeito de um assunto. No entanto, é necessário que isso ocorra de forma natural, através e como consequência da própria empatia do psicólogo, do contrário será uma reação forçada.

Assentir com a cabeça e movimentar os olhos

Scheflen descobriu que quando um indivíduo está expressando o que realmente sente, executa um padrão de movimentos com a cabeça, e assentir com a cabeça é o principal deles, pois é uma forma de expressar aprovação, e essa aprovação se torna mais acentuada quando acompanhada por movimentos oculares. Esta linguagem não-verbal pode ser particularmente útil em situações na qual o paciente tem dificuldade em verbalizar abertamente o que sente: quer por pressão dos pares (em casos de terapia em grupo ou familiar) ou até mesmo por vergonha. É importante compreender este gesto sutil, pois isso ajuda a detectar quando o paciente realmente está dizendo aquilo que crê ou quando está falando algo que é importante para ele. O psicólogo pode se utilizar desse mesmo gesto para apoiar o paciente, desde que o gesto seja sutil e frequente, assim o paciente se sentirá mais à vontade.

Postura de abertura





Uma das formas mais claras de se expressar é pelo comportamento. O paciente se expressa através de seu corpo demonstrando uma postura aberta ou uma postura defensiva frente ao que está sendo dito. Quando as mensagens estão ameaçando o paciente, geralmente ele cruza os braços ou pernas, como uma forma de “proteção”, isso acontece especialmente na região do tórax e do abdômen, que são as partes mais suscetíveis a serem encobertas pelos braços, enquanto as pernas cruzadas podem indicar uma postura um pouco menos defensiva. Quando o paciente está aceitando bem aquilo que o psicólogo está dizendo, demonstra uma postura mais aberta e não tão retesada.  Isso pode alertar o psicólogo sobre quais são os assuntos mais sensíveis para o paciente.

Se achegar para frente

Quando uma pessoa está com as costas arqueadas, mas o resto do corpo continua num estado relaxado e natural, é sinal que ela está sendo simpática com o psicólogo ou interlocutor. Demonstra que ela está interessada no assunto que está sendo tratado ou até mesmo na própria interação estabelecida entre ambos.

Numa sessão psicoterapêutica isso pode ser muito útil porque o psicólogo pode usar essa tática para demonstrar interesse pelo que o paciente está dizendo, ajudando a reforçar positivamente os momentos em que a pessoa estiver expressando temas relevantes para a psicoterapia. Essa tática também pode ser usada para demonstrar proximidade e interesse pelos aspectos da vida do paciente, principalmente situações que envolvam dor, sofrimento e solidão, pois é uma forma de conforta-lo.

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