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A menina que achava que seu nome era “idiota” e outros casos de abuso infantil chocantes

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Quando os funcionários do Departamento de Serviços Humanos  do Arkansas examinaram uma menina de 4 anos, a única conclusão possível era a de que ela havia sido abusada. A menina tinha “vários hematomas na parte inferior das costas, nas pernas, inchaço na face direita, uma contusão, ferimentos na testa e sangue seco no canto da boca. Havia ligaduras em seus pulsos e ela parecia desnutrida”. De acordo com a polícia, quando perguntaram qual era o seu nome, a menina respondeu: “idiota”. O namorado da mãe da criança, Clarence Reed, mais tarde alegou que usava esse nome para chamar a menina, mas disse que era apenas uma ”brincadeira”.





Segundo o jornal The Sentinel Record: “outra criança na residência confirmou que a menina era amarrada e que lhe chamavam sempre de ”idiota”. A menina agora está sob custódia dos serviços sociais do Estado e tanto sua mãe, Jennifer Diane Denen de 30 anos, quanto seu namorado, Clarence Eugene Reed de 47 anos, foram presos. Eles foram acusados de violência doméstica em primeiro grau por abusar e colocar em risco o bem-estar físico de uma criança. Os pais da criança foram julgados e receberam pena de 20 anos de prisão.

A imprensa local relata que durante o interrogatório a mãe da criança disse: “Vi Reed bater na menina de quatro anos com um bastão”, outras crianças na casa disseram que a menina era mantida amarrada em uma cadeira com fitas de plástico em seus braços e pernas. Havia na casa 6 crianças e apenas um bebê de 11 meses era realmente filho do casal. Esse caso ocorreu no Arkansas e tem sido amplamente divulgado  pela mídia dos USA, mas infelizmente não é o único que ocorreu no país. No mês de julho do ano passado, um policial da cidade de Franklin, Ohio, encontrou uma criança de 7 anos tentando vender seu ursinho de pelúcia em frente à uma loja, quando o policial se aproximou da criança, ela relatou que não havia comido há vários dias.





Dois policiais foram até a residência da criança e encontraram outros dois irmãos menores em condições deploráveis, o relatório policial diz que os pais haviam criado “um risco substancial à saúde das crianças, devido à falta de higiene na casa. Havia uma grande quantidade de larvas e comida podre espalhada pela residência”. Os pais também foram denunciados por “não ter alimentos adequadamente preparados e embalados para as crianças, e por permitir que uma criança de 7 anos se afastasse da residência à procura de alimento”. Os pais da criança, Tammy e Michael Bethel, foram presos e acusados por 5 diferentes tipos de abuso infantil, todos eles crimes de primeiro grau. Os oficiais veem esse tipo de caso todos os dias pelo país inteiro, disse Whitman ao oficial Journal News. “Histórias como essa acontecem em todos os departamentos de polícia do país”.

Um relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) indica que houve 702.000 vítimas de abuso ou negligência infantil relatados para o serviço de proteção à criança (CPS) em 2014.

“As crianças mais jovens são as mais vulneráveis”, afirma o relatório. “Quase 27% das vítimas são menores de 3 anos de idade, cerca de 1,580 crianças morreram por abuso ou negligência em 2014.”  A agência admite que esse número pode ser muito maior, devido aos casos que não chegam a ser relatados. Os USA têm um dos piores registros de abuso infantil no mundo industrializado. Um estudo independente afirma que neste país 1 em 4 crianças experimentarão alguma forma de abuso ou negligência ao logo de suas vidas.

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