Psiconlinews
Shares

As pontes de Madison: Um filme que vale a pena ser visto

Shares

Franchesca(Maryl Streep) é uma mulher bonita, na faixa dos quarenta e poucos anos, casada e mãe de dois filhos adolescentes. Ela é totalmente dedicada à família e seus dias, na fazenda onde mora, são bastante previsíveis e tediosos, seu casamento é infeliz, ela basicamente vive seus dias em função de servir e cuidar da família, tendo as próprias vontades ignoradas.





Até que um dia, aparece em sua casa, Robert Kincaid (Clint Eastwood),  um fotógrafo  profissional, pedindo informações sobre como chegar à ponte Roseman que ele desejava fotografar a serviço da revista National Geographic. Ela que estava sozinha por quatro dias, decide guiar aquele desconhecido até a ponte. Conforme vão conversando, descobrem afinidades e uma forte admiração recíproca.

Eles se encantam. É como se ocorresse um verdadeiro reencontro de almas.  Ele, com sua sensibilidade de fotógrafo, percebe naquela camponesa alguns atributos que, provavelmente, o próprio  marido nunca tinha percebido: a sensualidade, a leveza, a intensidade e uma atração pela liberdade e aventura. Ela, reconhece naquele homem, a paixão pela vida livre e a sensibilidade de enxergar além das aparências.





Após a sessão de fotografias na ponte,  Franchesca  convida-o  para jantar em sua casa, ele aceita. É inevitável a paixão entre os dois. Eles se amam com total intensidade e entrega, é como, se, para ambos, aquele momento fosse a resposta para todas as perguntas que fizeram acerca das próprias existências. A cena é  impregnada  de romantismo, paixão e sensualidade.

A conexão entre eles é impressionante, é como se tivessem vivido até ali apenas para se pertencerem. Por quatro dias, eles saem, passeiam, dançam, bebem e se amam numa conexão surreal.  No último dia, Robert propõe a ela que deixe tudo e fuja com ele, no entanto, ela não aceita, entendendo que não teria condições de arcar com o peso  do abandono da sua família. Após uma despedida muito triste, ele vai embora e a vida dela retoma a rotina de sempre, com o regresso do marido e filhos.





Anos depois, já viúva,  ela recebe uma correspondência de um escritório de advocacia que representava Robert, é uma caixa com alguns pertences dele e uma carta, explicando que ele faleceu e que o corpo fora cremado e as cinzas jogadas na Ponte Roseman. Anos depois,  aparecem os filhos de Franchesca chegando na fazenda porque ela havia falecido, e são recebidos pelo advogado dela, informando que ela pediu para ser cremada e que  as cinzas do seu corpo fossem jogadas na Ponte Roseman.

O advogado entrega uma caixa com várias cartas e um diário, no qual é relatado tudo sobre  o romance que ela vivera com o Robert no passado, naqueles quatro dias. O casal de filhos fica chocado, achando, inclusive um absurdo a ideia de que a mãe tinha desejos sexuais. Eles, inicialmente, rejeitam a ideia de cremar o corpo da mãe, alegando que o pai já havia comprado o jazido para a família, deixando claro que via esse desejo da mãe de ser cremada  como uma verdadeira transgressão, como se ela não tivesse o direito de ter alguma vontade.

Francesca havia deixado registrada a sua história para que os filhos a conhecessem, de fato, mesmo depois de morta, uma vez que ela sentia-se ignorada por eles enquanto era viva. Isso fica claro, quando, numa cena, a família janta e ela localiza uma estação onde toca sua música preferida, então, sua filha, simplesmente muda a estação do rádio, ignorando por completo a vontade da mãe.  Por fim, após os filhos lerem todas as cartas e o diário, ficam sensibilizados, chegando inclusive a repensar os próprios casamentos.  Eles acabam cedendo ao desejo da mãe, permitindo que  o corpo dela seja cremado e as cinzas jogadas no na Ponte Roseman. Dessa forma, Robert e Francesca estarão juntos por toda a eternidade, realizando,  após a morte,  o que não foi possível em vida.

 

 

About the Author Ivonete Rosa

Uma mulher apaixonada pelo universo literário. Escrevo por qualquer motivação: alegria, entusiasmo, tristeza, dor, tédio, amor etc. A escrita é minha porta voz mais fiel.

follow me on: