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Mães narcisistas: É possível sentir inveja da própria filha?

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Mães normais e saudáveis são orgulhosas das suas filhas e querem que elas sucedam e brilhem. Mas uma mãe narcisista percebe a filha como uma ameaça. Se a atenção se desvia da mãe, a criança sofre retaliação, humilhações e castigos.





Uma mãe narcisista pode ter ciúmes de sua filha por muitas razões: a sua aparência, a sua juventude, bens materiais, realizações, educação e até o seu relacionamento com o pai. Este ciúme é particularmente difícil para a filha porque carrega uma dupla-mensagem: “fica bem para que a mãe fique orgulhosa, mas não demasiado para não lhe ofuscar a imagem dela.”
Enquanto muitas pessoas acreditam que ser invejada é uma experiência desejável e de poder, na realidade ser invejada particularmente pela própria mãe, é irritante e horrível. A auto-estima da filha é cancelada com desdém e críticas. A sua bondade é questionada ou rotulada, ou feita troça de uma forma que a sua realidade é destruída.
Como nao faz sentido para ninguém que uma mãe tenha estes sentimentos maus para com a filha, assume-se que deve ter algo errado com ela.





Também verifiquei que as filhas de mães narcisistas normalmente acham difícil de discutir a inveja das suas próprias mães e a chegarem a esta conclusão. Geralmente as filhas, não vêem a sua própria bondade suficiente para reconhecer a inveja materna tal como é. Em vez disso, eles acreditam mais uma vez terem feito algo de errado. Se as filhas interiorizarem o sentimento de “não serem boas o suficiente”, elas não vêem a possibilidade de alguém ter inveja. A situação é difícil para os sentimentos da filha. Uma mãe narcisista cria obstáculos no desenvolvimento saudável e na construção da auto-estima.

No entanto, o que está acontecendo com a mãe? A inveja permite à mãe insegura sentir-se melhor temporariamente sobre si mesma. Quando ela tem inveja, ela critica e desvaloriza a filha diminuindo assim a ameaça à sua própria auto-estima frágil. Inveja é uma ferramenta poderosa no repertório da narcisista, e pode verica-lo em interações da mãe com outras pessoas também. Mas quando é especialmente dirigido para a filha, ela cria um sentimento de desamparo e insegurança dolorosa. Embora existam muitas maneiras em que o ciúme de uma mãe cria obstáculos no desenvolvimento da filha, vou listar alguns importantes.

Sabotagem do desenvolvimento:





Enquanto uma criança está a crescer… ela usa a sua mãe como o seu exemplo principal de como ser uma menina, mulher, amiga, esposa e pessoa no mundo. Se esta mesma mãe a coloca sempre para baixo com ciúmes das suas realizações, a criança não só se torna confusa mas muitas vezes desiste. O trabalho de uma mãe é preencher cada estágio do desenvolvimento com carinho, amor, apoio e incentivo, a filha então encontra um vazio que ela mesmo não consegue explicar. A maioria das crianças quer agradar aos seus pais, mas desta forma a mensagem é mista: é mais fácil e talvez ainda mais seguro não fazer nada do que expor-se à crítica. A mensagem da mãe é: “se não consegues, desiste logo!”

A relação distorcida com o pai:

Claro que as crianças precisam de ter relacionamentos saudáveis com ambos os pais mas se a mãe tem inveja da relação da filha com o pai, o que a filha faz? Ela quer que ambos os seus pais a amem então o que pode fazer? Como pode lidar com este desequilíbrio delicado? Para complicar mais a questão é o que o pai faz? Muitas vezes os maridos em relações com narcisistas femininas escolhem atender à mãe como prioridade a fim de manter o relacionamento. Como o pai não se pode conectar com a sua filha, isto a deixa com uma falta de conexão emocional com ambos os pais.

A dor de não ser amada:

Em todos os casos de ciúme materno em relação a filha, ela é deixada com pouco apoio para quem ela é, como uma pessoa completa. Ela não se sente amada e como a Madre Teresa tão apropriadamente escreveu uma vez: “a mais terrível pobreza é solidão e o sentimento de não ser amado.”
A inveja é como uma espécie de raiva que destrói uma jovem em desenvolvimento. É assustador para uma criança em qualquer idade.

Em revisão da literatura e outros escritores sobre este assunto, muitos dizem que ciúme da mãe e filha é muitas vezes mal interpretado ou realmente não muito comum. Alguns dizem que é normal mesmo até a algum nível.
As mães muitas vezes estão atingindo menopausa quando as suas filhas jovens desenvolvem-se em mulheres bonitas, e alguns dizem que pode ser normal para as mães terem alguns sentimentos sensíveis sobre envelhecimento.
O importante a entender é que a inveja venenosa, corrosiva, e sentida por mães narcisistas não é normal. A distinção é gerada: é destrutiva!
O desafio para as filhas de mães narcisistas é aprender a reconhecer e a lidar com a inveja materna anormal.

Um padrão comum em famílias narcisistas é o de constantes comparações com os outros. A inveja eleva a sua cabeça feia em muitos outros contextos também: “como é que a nossa família poderá competir com os outros e como ficamos bem vistos para o mundo exterior?” As crianças aprendem a fazer isto e tornam-se adultos que estão sempre preocupados com comparações. Se você é desta forma e foi criada por pais narcisistas, aprendendo a lidar com isto é uma obrigação e parte da sua recuperação.

Confrontar a sua mãe narcisista não vai adiantar nada. Tem que libertar-se da sua confusão e ver a inveja tal como é. Para alcançar isto deverá reconhecer a sua própria bondade e força. Não seja rancorosa ou vingativa porque isso só a destrói.

A inveja que lhe é atribuída não pertence a si. É uma parte da doença da sua mãe.

“Inveja vem da ignorância das pessoas, ou falta de crença nos seus próprios dons.” (Jean Vanier) Você não tem que atribuir isso a si própria.
Seu processo de recuperação permite-lhe individualizar de modo que já não é definido por ninguém mas só por si mesma. Usando auto-compaixão, auto-conhecimento e trabalhando a sua recuperação, valerá a pena o tempo e energia.
Criar sua própria vida emocionante e significativa é gratificante e quanto mais se sintonizar com a pessoa que deve ser o melhor se sente!

Dr Karyl McBride Ph.D.

Texto original aqui

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