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Mães tóxicas e abusivas existem sim!!

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mães tóxicas - m  es t  xicas - Mães tóxicas e abusivas existem sim!!

Mães tóxicas? Abusivas? Como assim? Mãe é tudo de bom, ama incondicionalmente, faz tudo pelo filho, não é? Não, não é. Isso é o que diz o senso comum, o que diz nossa sociedade hipócrita e endeusadora da função maternal.

 





Antes de mais nada: sim, existem ótimas mães. E a questão aqui é justamente não generalizar!

Os filhos de mães tóxicas são vítimas. Nem todas as tóxicas são narcisistas, mas todas as narcisistas são tóxicas. São mulheres que têm filhos geralmente para satisfazer o próprio ego, porque acreditam que filhos são extensões delas, e as amarão incondicionalmente (o maior desejo delas).





As mães tóxicas e abusivas costumam parecer pessoas típicas. Isso faz a maioria das pessoas nem desconfiar de suas atitudes. Não necessariamente são pessoas agressivas fisicamente, mas pode chegar nesse ponto. Podem ser agressivas nas palavras, desqualificando o filho e criticando tudo nele. E quem está de fora encara isso como sendo “para o bem do filho” … Sendo assim, a relação com elas muitas vezes é permeada por discussões e conflitos.

Essas mães dizem amar os filhos, mas são pessoas extremamente egoístas e imaturas, impedindo que esse amor seja realmente saudável e maduro. O amor oferecido por elas é inseguro, sufocante e destrutivo.

São pessoas extremamente invasivas e abusivas, que querem ter total controle sobre a vida de seus filhos, mesmo quando adultos. Projetam nos filhos desejos não realizados em suas vidas, exigindo que eles deem continuidade a isso, acreditando que tenham que agradecê-las por esse “incentivo”.

Quando seus desejos não são atendidos ou são contrariadas, geralmente partem para a vitimização e chantagem emocional. Elas apelam para a fragilidade emocional desses filhos, manipulando-os a fim de conseguirem o que querem. Não é uma questão de buscar o amor e o cuidado por parte dos filhos. É simplesmente uma forma de exercer seu poder sobre eles. Elas querem mandar!





As mães são a base da educação dos filhos. Não no senso comum, mas no psicológico mesmo. Elas são um vínculo eterno e, para o bem ou para o mal, influenciam diretamente no desenvolvimento da saúde emocional das crianças.

Mães tóxicas e abusivas denigrem a imagem dos filhos, deturpam suas palavras, se fazem de vítimas, não se responsabilizam por culpa alguma, jogam na cara tudo o que fizeram, e muitas ainda praticam a alienação parental, com o objetivo de ter os filhos só para elas e afastá-los dos parentes. E, por sua vez, os filhos tendem a ter baixa autoestima, entrar em relações igualmente tóxicas, ter transtornos alimentares, depressão…

As maiores vítimas são as filhas. E geralmente são meninas com baixa autoestima, e que entram em relações abusivas ao longo de suas vidas sem ao menos perceber esse padrão.

Crianças e adolescentes se tornarão pessoas que não sabem o que é o amor, pois não aprenderam com o principal cuidador de sua vida: a mãe. Poderão ser adultos que entram em relações abusivas porque acreditam que o amor seja da forma que aprenderam, ou adultos que reproduzem o amor aprendido com suas mães…

Sem o amor saudável, esses adultos sentem um grande vazio dentro de si, e não entendem o motivo. Buscam no outro o amor que não tiveram, e não encontram, porque na verdade nem amor a si mesmos aprenderam a ter.

Um grande problema é que esses filhos muitas vezes veem como única saída para viver em paz o afastamento. Quando é filho único a situação complica, pois a mãe projeta nele toda sua frustração, e não tem outros filhos que satisfaçam sua vontade.

A manipulação impera. A mãe tóxica não entende que o fato de ter um filho é responsabilidade dela, e que não depende do filho o que ela deixou de fazer por ele. Ela simplesmente usa isso para culpá-lo e tentar manipulá-lo. Infelizmente muitas conseguem.

As pessoas costumam dizer: “mas ela criou você, não te abandonou”. Não passa pela cabeça delas que uma mãe idealizada na fantasia pode ser perfeita, o que uma ótima mãe nunca será, quem dirá a tóxica. O abandono não precisa ser físico para ser considerado abandono.

Os filhos de mães tóxicas não têm um colo para desabafar, não têm um lar para retornar, nunca ouviram um “como você está?” ou um “está precisando de alguma coisa?”. O sentimento é de abandono emocional, de estar na solidão mesmo que acompanhado, de ser órfão de mãe viva. Crescer com esses sentimentos é minimamente prejudicial à saúde mental.

Muitas vítimas dessas mães dizem nem mesmo saberem que são, porque o autoconhecimento não é permitido numa relação em que você é a extensão dos desejos do outro. É impossível passar por isso sem nenhum dano. Mas é possível fazer as pazes consigo mesmo!

Dessa forma, precisamos entender:

– Que isso não mudará. A tendência inclusive é ela piorar…

– Que a culpa não é dos filhos!

– Que aprender a conviver com o fato de não ter essa mãe idealizada pela sociedade pode ser a parte mais importante nesse processo.

– Que o acompanhamento psicológico é extremamente importante.

– Que é possível recuperar sua autoestima.

– Que é preciso aprender a dizer “não”.

– Que, na maioria das vezes, é necessário o afastamento para conseguir um mínimo de paz.

Sobre esse afastamento, precisamos também compreender que a mãe tóxica e abusiva não o aceita. Ela tenta de todas as formas possíveis fazer contato, invadindo sua individualidade e atrapalhando sua vida pessoal e profissional. Não há limite, não há respeito.

Por isso o acompanhamento psicológico é tão importante. A vítima precisa ser forte e manter sua palavra, sem ceder às chantagens que virão atormentá-la. Afinal, mesmo o conflito com esse filho alimenta a mãe tóxica, pois ela não conhece outra forma de lidar com o mundo.

Corujices da Psi

About the Author Samira Oliveira

Meu nome é Samira Oliveira. Sou Pedagoga e Psicóloga. Possuo experiência em diferentes segmentos como: Educação, Recursos Humanos e Psicoterapia Clínica. O objetivo dos meus textos é trazer informação aos leitores, com uma linguagem de fácil compreensão sobre os principais temas dessas duas profissões tão importantes e infelizmente pouco valorizadas em muitas instâncias.

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