A importância de amar-se

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Atualmente somos ensinados o tempo todo de que devemos ser admirados, queridos, curtidos, marcados, amados, seja isso de forma virtual ou não.





E no fim nos só queremos isso: nos sentir amados. Desde que nascemos essa é nossa missão, quando uma criança nos sorri ela pede amor, pede para ser aceita, e assim tem nossa atenção e nosso coração.

Mas na vida adulta continuamos com essa necessidade de amor do outro, e nos vêm relacionamentos afetivos, aqui trato tanto das amizades quanto dos “amores”.

E todas as vezes que algum relacionamento afetivo desanda tendemos a maquinar o quanto o outro foi ausente, o quanto ele não me amou embora o tenha amado, assim por diante. Nesse jogo onde o que importa é ganhar do outro, não posso ser rejeitado ou deixado de lado, e quando ocorre algo nesse sentido, logo começo a maquinar alguma vingancinha contra o outro
Se ele/a não ligou, não curtiu sua foto, não respondeu sua mensagem, não correu atrás o suficiente, não demonstrou estar enlouquecido/a de amores por você, esse sentimento de frustração gera a vontade de vingança.





Sem mencionar que dessa nossa necessidade de amor, passamos a tentar desesperadamente chamar a atenção do outro, seja como for, mesmo que seja sufocando-o, fazendo cobranças, mandando mensagens a todo instante que esquecemos de viver a nossa vida, estar em sintonia conosco para vivermos a fantasia da idealização daquilo que o outro espera de mim. Fantasia como algo que julgo que o outro pensa a meu respeito, mas que na maioria das vezes esta longe da verdade do que sou para ele/a.
Temos formas de proteção utilizadas desde os nossos ancestrais: a luta ou a fuga. No caso de relações sempre optamos pela primeira opção, pois fomos assim ensinados.
Mas por que disso? Quem é o outro? Quem sou Eu nessa historia?
De fato é um comportamento aprendido socialmente, você precisa me amar, mesmo que eu não te ame, e chame a necessidade de sustentar meu ego de amor.





O outro é apenas outra vítima daquilo que chamam de amor, o outro é apenas uma criança aprendendo, assim como eu, uma criança que também tem medo, uma criança que talvez não queira amar esse amor que aprisiona e não liberta, que pesa no peito, que causa cansaço e sufocamento, o outro talvez não queira isso. E se for um amor libertário, talvez ele/a também não queira e a culpa meu amigo/a não é sua, não se culpe, pois é impossível agradar a todos, viva apenas a sua verdade e isso basta.
Eu sou alguém que foi criado socialmente para sentir tudo, menos amor. Mas como sair desse ciclo sem fim?
Devido a essa necessidade imposta de buscar amor em todo lugar, esquecemos de nos amar. Mas como se ama? Se ama quando se descobre quem é: podes começar elaborando uma lista com as tuas qualidades e os teus defeitos, algo como luz e sombra. A partir do instante no qual se permites sair de ti e olhar para a tua sombra como por exemplo o ciúme e se questionar por que sinto isso?Quais’ mecanismos de defesa são acionados e quando são acionados ?
Não existe receita pronta para se conhecer, a tua luz e sombra nunca será igual a de nenhuma outra pessoa e só por isso você deveria procurar se amar mais.
Autoconhecimento é uma forma de desenvolver amor próprio, talvez a mais bonita.
E finalmente quando você se amar conseguirá perdoar e entender todos os relacionamentos afetivos que lhe causaram dor e você será feliz com a sua companhia, sentirá o amor em sua plenitude e ele será leve, pois refletirá o estado da tua alma.
E a dor terá ido embora, pois não faz mais sentido nutrir esse tipo de sentimento, se afastará de tudo o que pesa. Esse é o amor mais bonito que podemos sentir: libertando nós mesmos dessa necessidade socialmente imposta de amar alguém, pois nos esqueceram de ensinar como amar a nós mesmos, com nossa Luz e Sombra

About the Author Patricia Janaina Hornburg

Psicóloga de formação e professora por vocação, taurina, um tanto teimosa, escreve para aliviar a alma das dores do mundo. Extremamente encantada pelo mundo e pelas pessoas. Têm aprendido muito com as crianças e acredita que o essencial é invisível aos olhos. www.patriciahornburg.com.br https://www.facebook.com/Patrícia-Hornburg-728427063953961

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