Você tem estado frequentemente ansioso(a) ?

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Segundo pesquisas e leitura de vários livros que fiz sobre o tema ansiedade , dentre eles o de Aaron Beck, ´Terapia Cognitiva para os transtornos de ansiedade’, que nos relata todos os aspectos, funcionamento e como tratar esse transtorno.





A ansiedade segundo Beck é inerente ao ser humano e está ligada à sua autopreservação. Desde o início dos registros históricos , filósofos, líderes religiosos, acadêmicos, e agora, os profissionais de saúde, assim como cientistas sociais, têm tentado desenredar os mistérios da ansiedade e assim desenvolver intervenções eficazes que tratem dessa condição que incomoda e afeta tantas pessoas neste século.
Hoje, como nunca visto antes, ocorrem situações alarmantes, que são provocadas por desastres naturais ou por atos de crime totalmente desumanos, violência , arrastões, assaltos, homicídios , pessoas que espalham o pavor e o medo nas grandes cidades e povoados, criando um clima de ansiedade , pavor,pânico, tensão e medo em muitos países, do mundo.
Desastres naturais como furacões, terremotos, tsunamis, enchentes e assim por diante, têm um impacto negativo sobre a saúde mental de pessoas afetadas com sintomas de ansiedade e de estresse pós-traumático, apresentando um aumento substancial dos sintomas após os acontecimentos, tanto em países em desenvolvimento quanto em países desenvolvidos.
Podemos ver que há um elevado número de pessoas que é afetada pela ansiedade generalizada e pelos sintomas de estresse pós-traumáticos após as primeiras semanas de um sequestro, assalto, guerra, terrorismo e outros episódios que se enquadram em quadros de violência em larga escala.





Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado da antecipação de um perigo, de algo desconhecido ou estranho.
Beck, Emery e Greenberg (1985) ofereceram uma perspectiva um pouco diferente sobre medo e ansiedade. Eles definiram medo como um processo cognitivo envolvendo “a avaliação de que há perigo real ou potencial em uma determinada situação”. (1985, p.8, ênfase no original).

A ansiedade é uma resposta emocional provocada por medo.

Portanto, medo “ é a avaliação de perigo; ansiedade é o estado de sentimento desagradável evocado quando o medo é estimulado”(Beck et al., 1985, p.9).
A ansiedade, por outro lado, descreve um estado de “apreensão ansiosa” que inclui fatores cognitivos além do medo, tais como aversão percebida, incontrolabilidade, incerteza de se obter resultados desejados. Tanto o medo como a ansiedade envolvem uma orientação ao futuro e algumas crenças do sujeito.
Vou citar alguns exemplos de preocupação, que envolvem uma grande ansiedade pelos conflitos vivenciados em várias situações, tais como: “E se eu não passar de ano?”, “E se eu não conseguir memorizar tudo?”, “E se eu não conseguir terminar o que o chefe pediu?”, “E se me der um branco na hora de falar?”, “E se as palpitações do meu coração provocarem um ataque cardíaco?”.
Obs: Alguns exemplos citados anteriormente, estão relacionados a situações vivenciadas por pacientes na clínica e são falas marcadas pela insegurança, medo do novo, do desconhecido e outros fatores em torno da vida do paciente.
Diante de tudo que é trabalhado em sessões no consultório com a terapia cognitiva, temos visto que muito se tem alcançado com o processo em si, uma boa aliança terapêutica entre paciente e psicólogo, uma disposição a obter uma reestruturação cognitiva funcional, com uma certa aderência ao tratamento (pelos pacientes), promovendo assim uma eficácia em seus resultados.





A ansiedade, então, é a maior preocupação para aquelas pessoas que buscam tratamento para um estado aumentado de “nervosismo” ou agitação que causa sofrimento e interferência nas atividades da vida diária.
A ansiedade considerada como boa, é proporcional às dificuldades enfrentadas, e portanto promove o enfrentamento saudável. A ansiedade ruim, é desproporcional à dificuldade e ou improdutiva diante das dificuldades, causando uma ansiedade patológica.

Sintomas dos transtornos de ansiedade :

As pessoas consideradas portadoras do transtorno de ansiedade apresentam alguns dos sintomas fisiológicos listados abaixo, vejamos:

1-Aumento da frequência cardíaca , palpitações;
2-falta de ar, respiração rápida;
3-dor ou pressão no peito;
4- inquietação ou sensação de estar com ” os nervos à flor da pele”;
5- sensação de sufocamento;
6- tontura, sensação de “cabeça vazia”;
7– sudorese, ondas de calor, calafrios;
8- náusea, dor de estômago, diarréia;
9- tremor, agitação;
10- formigamento ou dormência nos braços, nas pernas;
11- fraqueza, sem equilíbrio, desmaio, cansaço, fadiga.
12- tensão muscular, rigidez;
13- boca seca;
14- irritabilidade mais que o habitual.
15- dificuldade em adormecer, insônia.
16- dificuldade em concentrar-se nas coisas e sensações de “branco” na cabeça.

A ansiedade, em muitos aspectos, é um elemento definidor da sociedade contemporânea e a tenacidade de suas manifestações clínicas representam um dos maiores desafios enfrentados pela pesquisa e tratamento da saúde mental.
Uma das confusões mais básicas surge da definição de ansiedade e sua relação com o medo. Adotando uma perspectiva cognitiva, definimos medo como a avaliação automática de ameaça ou perigo iminente, enquanto a ansiedade é a resposta subjetiva mais resistente a ativação do medo.
Desde que surgiu o modelo cognitivo no início de 1960 por Beck, houve uma intensa preocupação em se investigar mais sobre o viés atencional da ansiedade.
A psicologia da emoção é rica em visões diferentes e opostas sobre a natureza e a função das emoções humanas.
Como parte da nossa própria natureza humana e emocional, o medo acontece devido uma resposta adaptativa a diversas situações vivenciadas por nós em nosso dia a dia. Essa reposta adaptativa pode ser saudável em relação à uma determinada ameaça ou perigo iminente, percebido por nossa própria segurança e autopreservação, no caso em defesa à nossa integridade física.
No entanto, o medo pode ser visto como uma resposta mal adaptativa em caso de ocorrer numa situação em que a ameaça não exista e que foi fruto de uma interpretação errônea diante da situação. Todavia, cabe aqui duas questões a serem avaliadas, por serem fundamentais a qualquer teoria da ansiedade, São elas:
Como diferenciar medo e ansiedade e como determinar o que é uma reação normal versus à uma reação patológica.
Acabamos de abordar um assunto que é de fato bem real para muitas pessoas nos dias de hoje. O transtorno de ansiedade tem sido um foco preocupante pelos profissionais de saúde, já que tem trazido grande desconforto a muitos indivíduos, prejudicando bastante a qualidade de vida destes em vários aspectos. Mas o importante é que muitos têm sentido a necessidade de uma ajuda especializada para seu sofrimento. Portanto não pense que é só com você, pois há muitas pessoas que têm esse transtorno e a boa notícia é que há tratamento.
Há medicamentos que podem ser indicados por médicos da área e que vão te ajudar a vencer essas dificuldades. São medicamentos que agem no cérebro, regularizando as áreas cerebrais onde essas crises são desencadeadas.
Todavia, procure um médico e psicólogo para que o tratamento seja eficaz tanto com a medicação quanto pela psicoterapia. Há várias abordagens que são trabalhadas nas psicoterapias, cabe ao paciente ver a que melhor lhe convém. Mas lembre-se que a adesão ao tratamento psicoterápico por parte do paciente é fundamental, principalmente em relação a assiduidade às sessões, pois só assim pode se obter um resultado significativo para o mesmo.
Dessa forma, é necessário conceber o portador de transtorno de ansiedade como um indivíduo que está passando por um sofrimento e que precisa ser compreendido como um ser humano que necessita de auxílio profissional, mas que se deve considerar este sujeito como inserido em um determinado contexto social, sendo influenciado bem como influenciador no mesmo, onde todas as condições e influências, sejam elas ambientais ou sociais, precisam ser apreciadas.

Referências Bibliográficas:
Clark,D.A.,&Beck, A.T (2012). Terapia cognitiva para transtornos de ansiedade. Porto Alegre: Artmed.
Cyro M. (1997).Estresse e transtornos de Ansiedade.
BARLOW, T. et al. Manual clinico dos transtornos psicológicos. . Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.
Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Trad. Dorgival Caetano. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
GELDER, M. G. Psychological treatment for anxiety disorders: a review

About the Author REJANE AMARAL

Psicóloga Clínica graduada pela Fumec há 5 anos. Atendimentos com jovens, adultos e idosos em consultório. Atendimentos online . Cursos na àrea de Psicologia. Experiência em atendimentos em Psicologia Hospitalar em Hospital Socor e Mater Dei, sob coordenação de Marisa Decat e Simone Borges. Atendimentos clínicos durante 5 anos na Clínica de Saúde Mental da Faculdade de Ciências Médicas na Coordenação da Dra. Marília Makarooun e Dr. Paulo César Pinho Ribeiro,reuniões com equipe e supervisões de casos clínicos e palestras .Professora de Inglês graduada em Letras pela UFMG , com experiência e atuante em escolas de idiomas e aulas online . Cursos de formação em Psicanálise, Cursos de Psicologia Hospitalar, experiência em CTI,UTIP, PA( Pronto Atendimentos) em Hospital Geral,Hospital Socor e Mater Dei ( Coordenadora Marisa Decat e Simone Borges)e em emergências.Atendimento em Ambulatório Ciências Médicas.Cursos de Psicanálise e Hospital. Cursos de Neuropsiquiatria em atendimentos adultos e idosos. Curso de Psicossomática, Cursos de Ansiedade,Neuropsicologia e cursos afins. .Atendimentos em Consultório particular. Atendimentos a jovens, adultos e idosos . Cursos na área de gerontologia , terapia cognitiva e outras atualizações na promoção da saúde. Amo ajudar as pessoas em seus sofrimentos psíquicos com o foco em uma melhor qualidade de vida mental. Agradeço a Deus por esta oportunidade sempre. Amo o que faço!