Crianças Solitárias

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É cada vez mais comum ver crianças na frente da televisão, vídeo game, computador, tablet ou celular. Muitos adultos acham “bonitinho” a criança tão pequena e já mexendo tão bem em aparelhos eletrônicos, ou consideram a criança muito inteligente por entender muito mais a respeito dos eletrônicos do que muitos adultos, e estimulam cada vez mais as crianças a permanecerem sozinhas.





Assim como para os adultos, é mais saudável que as crianças mantenham um equilíbrio, em alguns momentos estarem com outras pessoas, de preferência com outras crianças, e em alguns momentos estarem sozinhas. Porém com o ritmo acelerado e a falta de tempo de muitos pais, é mais prático deixar a criança se distrair com aparelhos eletrônicos, em vez de estimulá-la a brincar com outras crianças.
Muitos pais não percebem a solidão do filhos, outros encontram desculpas como: “Isso é só uma fase” ou “Eu também era assim, depois melhorei”. Por outro lado, é comum as crianças negarem problemas relativos a amizades e, principalmente, não gostam quando os pais insistem para que elas “façam amigos” ou “tragam os amigos para casa”.
Algumas crianças solitárias sentem-se diferentes das outras, e por isso tentam ao máximo agir como elas. Isso tudo demonstra busca de auto identidade. Se mesmo agindo assim, não conseguem estabelecer um vínculo de amizade, elas se isolam cada vez mais. Outras não sabem como lidar com outras crianças, visto que brincam apenas sozinhas, muitas vezes com seus aparelhos eletrônicos. Mesmo no meio de outras crianças, ainda há aquela que se isola, brinca sozinha ou apenas observa as outras crianças.





Essa solidão pode desencadear outros tipos de comportamento, como resultados escolares pobres, retraimento, agressividade. Crianças solitárias precisam de um ambiente onde se sintam aceitas e à vontade para estabelecer relações por sua própria iniciativa.
Se a criança não tiver ajuda nessa fase, provavelmente carregará esses comportamentos para a fase adulta.
Na maioria das vezes, os pais esperam, alguns até cobram, que todos os seus filhos sejam iguais, tenham os mesmos gostos e comportamentos, ou comparam seus filhos com os filhos de amigos e parentes, se esquecendo de respeitar a individualidade dos filhos, fazendo com que a criança se sinta realmente diferente e estimulando, assim, a criança a se isolar cada vez mais.
Quando crianças solitárias são levadas à psicoterapia, cabe ao Psicólogo trabalhar com o intuito de realçar a autoestima daquela, fortalecer sua auto identidade, promover sua auto sustentação, com a finalidade que essas crianças aprendam a lidar com elas e com as outras. A partir do momento em que as crianças se sentirem seguras e confiantes, é natural lidar com dificuldades e se sentirem capazes de lidar com as diferenças de temperamento das outras crianças.

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