A relação entre a ansiedade e o câncer

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Cientistas e estudiosos apontam a ideia de que o câncer possui causas ainda não definidas, que vão além da genética.





De acordo com o Instituto Nacional do Câncer – INCA (2007) “em um contexto biológico, o câncer nada mais é do que uma alteração do processo de morte e/ou proliferação celular originado um desequilíbrio, proporcionando assim, um acúmulo de células. Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo […] As causas são variadas, podendo ser externas (meio ambiente/ hábitos/ costumes sociais e culturais), ou internas (geneticamente pré-determinadas).”

Os Transtornos de Ansiedade estão presentes em diferentes contextos, sejam eles históricos ou culturais. O adoecimento provoca nas pessoas medos e fantasias frente à possibilidade de lidar com a morte, causando muita dor, angústia e, conseqüentemente, a ansiedade.

Além disso, a ansiedade pode ser classificada em “ansiedade saudável” ou “ansiedade patológica”. A ansiedade saudável serve como um estado de alerta, advertindo o indivíduo sobre os perigos e o ajuda a enfrentar algumas ameaças. Logo, é uma resposta a uma ameaça desconhecida, mas que de uma forma exagerada, pode acarretar grandes mudanças comportamentais no indivíduo, tais como: comportamento agressivo, insônia, perda ou aumento de peso, etc.





Já a ansiedade patológica causa uma maior prevalência no tempo de resposta a alguma ameaça. O indivíduo demora a se adaptar a determinadas situações, dificultando o controle dos sintomas físicos, na maioria das vezes, causando prejuízo na atividade social. Alguns transtornos decorrentes dessa ansiedade são: fobias, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade generalizada, entre outros.

Pesquisas apontam que pacientes oncológicos sofrem de sintomas ansiosos mesmo antes de seu diagnóstico, esses sintomas encontram-se com mais evidência em seu período de internação, bem como no tratamento para o processo de recuperação.
Nesse sentido, a presença e o apoio familiar são essenciais para o paciente. O estado psicológico contribui, certamente, para a piora ou melhora do seu estado.

A ansiedade está associada com a iminência da morte e a ausência da família, ambos caminham juntos, visto que,” vivemos em uma cultura onde a ideia de morte é encarada como tabu. Doenças como o câncer são tidas como mortais, conseqüentemente, o seu diagnóstico dá início a uma variedade de transtornos ansiosos.”

Outros sentimentos como raiva, medo, culpa, ressentimento e revolta, também são variáveis importantes para o desenvolvimento dos quadros de ansiedade, e conseqüentemente, a depressão.

Creio que a depressão, nesse sentido, atue como um estado em que o indivíduo não consiga se aceitar. Agindo de modo a negar a sua realidade. Ao negar a doença, o indivíduo se vê obrigado a criar novas readaptações, como a rotina dos tratamentos, internação, etc.
Isso causa muita apreensão, angústia e sofrimento, principalmente, para a família e amigos.

É importante salientar que o atendimento psicológico é essencial para a travessia do paciente nesse período, pois fortalece as suas angústias, dúvidas e anseios consequentes do adoecimento, facilitando a utilização de recursos mais adequados para o enfrentamento da situação, de maneira ativa e participante.

VASCONCELOS, Arilane da Silva; COSTA, Cristina e BARBOSA, Leopoldo Nelson Fernandes.Do transtorno de ansiedade ao câncer.Rev. SBPH [online]. 2008, vol.11, n.2, pp. 51-71. ISSN 1516-0858.

About the Author Tamiris

Psicoterapeuta.

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