Autoestima: Espelho, espelho meu…

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Nossa mente registra constantemente quase tudo o que vivenciamos. Tais informações, chamamos de memórias. Embora nosso poder de armazenamento seja imensamente grande, tal riqueza de detalhes quase nunca é acessada por completo.





Nossas memórias estão carregadas de cheiros, de gostos e de emoções. Em outras palavras, os registros dos cinco sentidos influenciam no refinamento de nossas lembranças. A exemplo disso, podemos ter contato com parte da memória em momentos corriqueiros, como quando passamos por uma pessoa perfumada na rua e nos lembramos de uma pessoa querida que também usa a mesma fragrância, sem sequer nos darmos conta de que sabíamos identificar o perfume que ela costuma usar. O mesmo também acontece quando sentimos o cheiro de uma comida saborosa, que imediatamente nos faz salivar. Quando isso acontece, estamos acessando uma memória através do olfato e transmitindo a informação ao paladar.





Ao compreendermos um pouco do funcionamento de nossa memória, conseguimos relacioná-la com a autoestima – devido ao fato da autoestima estar diretamente ligada a experiências passadas. A autoestima pode ser entendida como um espelho interno que reflete os nossos sentimentos, a nossa visão do mundo, dentre outras perspectivas. Este reflexo interfere  nos nossos relacionamentos, nas nossas escolhas e, também, nos nossos planejamentos para a vida.

O nosso “reflexo interno” é constituído ao longo da vida. Dessa forma, é possível identificarmos o porquê de nos enxergarmos de determinada maneira visitando algumas experiências passadas. A autoestima é como nos vemos, e não como somos. Entretanto, é válido lembrar que a autoestima é algo que pode ser modificado. E ela vai se constituindo na medida em que vamos aprendendo com as  experiências, tanto as boas quanto as ruins. Por isso, é possível nos vermos como mais fortes e capazes se nos focarmos em nossas conquistas, nossas realizações e nossas superações.





A maioria  das pessoas possui baixa autoestima e isso significa que, possivelmente, estas pessoas não se dão conta do seu potencial; e que, ao longo da vida, as experiências negativas se tornaram mais evidentes do que as positivas. Para elas é como se o “espelho interno” estivesse embaçado e impedisse a percepção das coisas boas.

A autoestima é essencial para cultivarmos uma vida mais feliz e saudável. Nosso bem-estar facilitará nossa tomada de decisões e também nossas relações em geral. Todos temos problemas, mas isso não significa que precisamos nos acostumar com o que não nos faz bem. “Amar a si mesmo é o começo de um romance de longa vida” – Oscar Wilde.

About the Author Cássia Oliveira

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