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O relato de uma mãe sobre a depressão pós-parto

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Esteve em todas as manchetes que a estrela Hayden Panettiere se internou recentemente em um centro de tratamento para depressão pós-parto (DPP). A depressão pós-parto é uma doença grave que necessita de tratamento e, muitas vezes, a vergonha que ainda existe associada a esta doença impede que as mulheres procurem ajuda.





Quando eu fui diagnosticada com DPP, eu não sabia nada sobre o assunto. Sete anos depois, digo aqui a vocês exatamente o que eu gostaria de ter tido conhecimento quando eu comecei a lutar contra a doença:

1. A depressão pós-parto não é o mesmo que os conhecidos “baby blues” (“tristeza dos bebês”). É totalmente normal sentir-se preocupada, exausta, e até mesmo infeliz quando você acabou de ser mãe e está tendo pouco sono. Os “baby blues” são comuns, afetam até 80 por cento das mulheres, e desaparecem depois de uma ou duas semanas. Após o nascimento do meu segundo filho, eu achei que estivesse lidando com os “baby blues” típicos, como aconteceu com meu primeiro filho – até que meus “blues” ficaram mais graves e mais persistentes.





2. Você pode “ter tudo” e ainda assim ter PPD. A depressão pós-parto não discrimina. Você pode ser uma celebridade que recebe muita ajuda ou uma mãe com um grande sistema de apoio. Só porque a sua vida é maravilhosa geralmente não significa que você está imune a PPD. O que me leva ao número 3…

3. Pode ser difícil se obrigar a pedir ajuda. Não importam as suas circunstâncias, se você já está se sentindo mal por não estar muito feliz com a maternidade, é difícil admitir a outras pessoas que algo está errado. Antes de saber que eu tinha DPP, eu me sentia culpada sobre como eu estava me sentindo e como eu era uma péssima mãe. Quem quer admitir que está se sentindo um fracasso como mãe? Foi preciso uma noite horrível onde eu “explodi” de raiva com meu bebê para admitir que eu precisava de ajuda – e, felizmente, eu consegui apoio e ajuda imediatamente.

4. Ter DPP não significa que você vai se sentir triste sempre. A tristeza pode ser uma parte da DPP, mas os meus principais sintomas foram raiva, irritabilidade extrema, ansiedade e uma sensação geral de desesperança. A raiva que eu sentia com DPP realmente me surpreendeu.

5. A Depressão pós-parto é mais comum do que você pode imaginar. Até 20 por cento das mulheres experimentam sintomas de DPP, de acordo com o CDC, órgão federal de saúde dos EUA. No entanto, essa estatística tem mais de dez anos e representa apenas as mulheres que relataram sua Depressão pós-parto em 17 estados dos EUA, por isso os especialistas dizem que a porcentagem real é provavelmente maior.





6. Não há nada de errado em tomar medicação para tratar a Depressão pós-parto. Como muitas mulheres, eu fiquei nervosa de ter que tomar antidepressivos. Eu me achei que fosse me sentir drogada, me preocupei sobre os potenciais efeitos colaterais e eu me senti envergonhada de ter que tomar remédios. Felizmente, as minhas preocupações eram infundadas. O antidepressivo apenas me fez me sentir “eu” novamente, e os efeitos colaterais foram mínimos. Quanto ao estigma de tomar um antidepressivo, logo percebi o quão ridículo isso era. Eu não tomaria insulina para a diabetes ou medicação de pressão arterial para o coração? É claro que eu tomaria, então eu não iria dizer não a um medicamento para o meu cérebro.

7. Você pode sim amamentar e tomar um antidepressivo. Esta foi uma grande preocupação, porque a minha filha só mamava no peito. Felizmente, muitos estudos têm demonstrado que certos antidepressivos são seguros para mães e seus bebês. Eu pude tomar Zoloft e meu bebê não sofreu nenhum efeito negativo.

8. Você realmente não deve negligenciar os conceitos básicos quando você tem Depressão pós-parto. Quais são esses princípios básicos? Comer bem, fazer exercícios e dormir. Eu sei eu sei. É realmente difícil fazer essas coisas com um bebê. Mas as mulheres que sofrem de Depressão pós-parto realmente precisam tentar, pois muitos estudos têm comprovado esses benefícios. Uma caminhada de 10 minutos por dia, ao empurrar o bebê no carrinho, lanches de vegetais pré-embalados, e ter um parceiro que cuida da alimentação noturna pode fazer uma enorme diferença (eu sei, porque foi isso que eu fiz).

9. Ter Depressão pós-parto não faz de você uma mãe ruim. E obter ajuda faz de você uma ótima mãe. Como sabemos, ser mãe significa fazer coisas difíceis. Mas, às vezes, a coisa mais difícil é pedir a ajuda que você precisa. É importante para as mulheres com depressão pós-parto entenderem que não é culpa delas, e eles precisam de ajuda. Quanto mais cedo você se sentir como você mesmo, mais cedo você pode realmente desfrutar de todas as maravilhas da maternidade.

Fonte: Today’s Parents

About the Author Rachel Hauser Davis

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