A história do símbolo da Psicologia (Ψ)

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Você provavelmente já notou que muitos psicólogos e instituições ligadas ao mundo da psicologia usam o mesmo símbolo “Ψ”. Mas o qual é o significado desse estranho símbolo e qual é a sua relação com a saúde mental? Quem foi que decidiu que este deveria ser o emblema da ciência do EU? É o que veremos agora…





Psi é uma letra do alfabeto grego

Psi (Ψ) é uma letra do alfabeto grego. Na capital do antigo Império Romano, várias palavras continham a letra psi: como Psalmus ou Psyque (salmo ou psique). O significado da palavra psique é explicado pela associação entre a letra Psi e a palavra grega “Psyche”. Este último, embora no início tivesse sido usado para designar borboletas, evoluiu e ao longo do tempo e passou a significar “respiração”, “espírito”, “sopro de vento”, e depois “alma” e “mente”.

Psicologia: um termo formado por duas raízes

A Psicologia etimologicamente significa “ciência da alma” ou “ciência da mente”, e é composta pelo prefixo psique (mente) e o sufixo logia (ciência, estudo). Por extensão, o símbolo “Ψ” também se tornou popular como forma de designar a ciência da mente. Curiosamente, os gregos tinham a crença ancestral de que quando uma pessoa morria  exalava o seu último sopro de ar, e sua alma deixava o corpo voando como uma borboleta. Naquela época a borboleta era considerada um símbolo de vida e esperança. Na mitologia grega a Deusa Psique era representada com a aparência e a forma de uma borboleta, era a filha mais nova do Rei de Anatólia, considerada a Deusa da beleza, que também representava a alma humana. 

O amor proibido entre Eros e Psique:





O mito de Eros e Psique é narrado pelos escritos de Apuleio em suas Metamorfoses. Psique era a filha mais nova do rei de Anatólia e também a jovem mais bela do reino. Em um acesso de ciúmes por causa da beleza de psique, a Deusa Afrodite enviou seu filho Eros (O Cupido) para fazer com que Psique se apaixonasse pelo homem mais feio e desagradável do Reino.
Embora a missão fosse fácil, Eros não conseguiu resistir aos encantos de Psique e se apaixonou por ela, então atirou a flecha ao mar para que não atingisse ninguém. Quando Eros viu que Psique estava dormindo, abraçou-a e a levou para seu castelo. No Castelo, para que sua mãe não descobrisse que psique estava lá, Eros a trancou em um quarto e todas as noites ia até o quarto de Psique para fazerem amor no escuro. Eros não queria revelar sua identidade. Em uma das noites Psique disse que gostaria de ver suas irmãs que  havia deixado para trás, Eros concordou, mas alertou que suas irmãs iriam querer separá-la dele. No outro dia Psique foi visitar suas irmãs que logo indagaram quem era o seu namorado.

Psique, que nunca havia realmente visto Eros, foi incapaz de dizer às suas irmãs como era seu amante. Depois de muitas hesitações e algumas desculpas, finalmente, disse-lhes a verdade: nunca havia visto o rosto ou sabia a identidade de seu marido. As irmãs ficaram surpresas e convenceram Psique para que em um de seus encontros acendesse uma vela para ver o rosto do homem misterioso, pois apenas um ogro ou um monstro ocultaria sua verdadeira aparência.

Dito e feito: Em uma de suas noites com Eros, Psique se aproveitou do momento em que ele estava dormindo e acendeu uma vela para que pudesse ver seu rosto. Infelizmente, uma gota de óleo da lâmpada incandescente caiu sobre o corpo de Eros que acordou e, muito decepcionado com Psique, deixou o quarto onde ambos estavam. Quando Psique percebeu a situação, saiu em busca de Afrodite, pedindo que  devolvesse o amor de Eros. No entanto, a Deusa vingativa ordenou que ela executasse quatro tarefas de extrema dificuldade se quisesse ter Eros de volta. Psique, entre outras tarefas, deveria procurar Hades e reivindicar de Perséfone, a Rainha do submundo, parte de sua beleza e depositá-la em uma caixa para ser entregue à Afrodite.

Psique decidiu  se lançar do topo de uma torre, uma vez que estava convencida de que o caminho mais curto para o submundo seria a morte. Quando estava prestes a se jogar, escutou uma voz que a parou, segundo essa voz havia uma maneira mais fácil de entrar no submundo e voltar com vida. A voz indicou onde estava um mapa que continha a rota precisa que levaria ao submundo, porém, haveria alguns perigos no meio do caminho, tais como a presença de Cérberus (o cão do inferno) e o barqueiro de Hades.





Psique então embarcou na jornada, acalmou Cérberus com um bolo de ervas, deu moedas ao barqueiro que a levou até o Inferno e chegou ao submundo. Conversou com Perséfone, que não viu nenhum problema em entregar parte de sua beleza à Afrodite. Psique conseguiu escapar do submundo, mas com a caixa em mãos, seus pensamentos mudaram de direção e ela não conseguiu resistir: abriu a caixa e pegou um pouco da beleza de Perséfone para si. Quando Eros a viu ainda mais bonita voltou a amá-la. Então Psique resolveu pegar toda a beleza da caixa para si mesma, pois assim Eros a amaria com toda a sua plenitude. Eros a perdoou e implorou  pelo consentimento de Zeus e Afrodite para se casar com Psique. Os Deuses finalmente aprovaram a união e Zeus transformou Psique em imortal. Afrodite esqueceu seus ciúmes e também celebrou o casamento dos jovens. A filha de Psique e Eros foi chamada de prazer ou Voluptas, na mitologia romana.

Fonte: PsicologiayMente traduzido e adaptado por Psiconlinews

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