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Vale a pena seguir!

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Alguém ao seu lado pode estar gritando por socorro e quase sempre, poucos possuem a sensibilidade desenvolvida para esse “ouvir”. Raramente, o suicídio é feito sem premeditação, exceto em alguns casos, diante de uma dor inesperada e insuportável, a pessoa toma uma decisão baseada no impulso do momento e pode vir a se suicidar na intenção desesperada de aquietar a dor emocional que tanto a aflige.





Porém, quase sempre é planejado, arquitetado, vivido e revivido pela pessoa, deixando sinais de alerta que poderiam ser percebidos, notados e assim, a trajetória dessa vida poderia ser mudada. Quem se suicida, já morreu um pouco dia após dia. E muitas vezes, a angústia de ainda estar vivendo é gritante, salta aos olhos daqueles que têm a percepção mais apurada.

Segundo a organização Mundial de Saúde, a OMS, o suicídio é considerado “um grande problema de saúde pública” que não é tratado e prevenido de maneira eficaz. Falta assertividade dos poderes públicos na busca de ações voltadas para a prevenção e ajuda as pessoas que estão em risco eminente de tirar a própria vida. Parte dessa “incapacidade” se dá pela grande demanda de casos, faltando muitas vezes, o auxílio necessário a essas pessoas. Outra parte, pelo preconceito que alguns têm de lidar com o fato, verdadeiro tabu. Quebrar esses paradigmas que envolvem a situação é primordial para que soluções possam alcançar a quem precisa, desmistificando pontos e conscientizando a sociedade.





De acordo com dados atuais da OMS, cerca de 3 mil pessoas por dia desistem de viver, o que significa que a cada 30 segundos uma pessoa se mata. Ainda, estima-se que para cada pessoa que consegue se suicidar, 20 ou mais tentam e fracassam em sua tentativa e que a maioria dos mais de 1, 1 milhão de suicídios a cada ano poderiam ser previstos e evitados. Alarmantemente, é uma das três principais causas de morte entre jovens e adultos de 15 a 34 anos, ainda que a maioria dos casos aconteçam entre pessoas de mais de 60 anos. Informações da Organização Mundial de Saúde, asseguram que a média de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos, em particular nos países em desenvolvimento.

A estudiosa e psicóloga Karen Scavacini, coordenadora e cofundadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, afirma:

“A pessoa começa a se despedir de parentes e amigos, pode apresentar muita irritabilidade, sentimento de culpa, choros frequentes. Também, pode começar a colocar as coisas em ordem e ter uma aparente melhora de um quadro depressivo grave de uma hora para outra. Muitas vezes, isso significa que já se decidiu pelo suicídio, por isso fica mais tranquila. É a falsa calmaria.”

Alguns Indicadores de Risco 

O suicídio tem a característica de imprevisibilidade, mas existem alguns sinais indicadores de risco que podem ser observados com atenção e eles são:

  • Ideias suicidas
  • Luto mal elaborado
  • Desmotivação, pessimismo constante
  • Tentativas anteriores frustradas

Isso não significa que pessoas que passam por desafios constantes, tristezas, lutos, história de suicídios na família, virão a cometer tal ato. São apenas indicadores e como tais, devem ser observados.

Como ajudar a quem está correndo risco de tirar a própria vida?





O fundamental é encaminhar a essa pessoa para uma avaliação psicológica urgentemente, para que a mesma possa ser avaliada e posteriormente submetida a um tratamento adequado diante do diagnóstico apresentado. Esse tratamento deve ser feito com total apoio de familiares.

Há um tempo atrás, presenciei o suicídio de alguém que amava muito e isso mudou o rumo das nossas vidas. Sei que foi escolha dele. Cruel, mas foi. Talvez, não visse as opções à sua frente. Pode ser… Só tenho uma certeza: fizemos o que pudemos para mudar essa situação. Não deu! Foi terrível ver o desespero estampado em seu rosto e depois de tudo, entender a dor que o acompanhava meses atrás. Nada fácil conviver com isso. E mais desafiante ainda é ter certeza que ele não se percebia como alguém que precisava de ajuda. Muito raro quem está vivendo esse momento procurar auxílio.

Sabemos que a pessoa precisa sentir-se amada, amparada, acolhida. Não podemos calar diante do fato de saber a intenção de alguém em fazer isso e ficarmos inertes. Acredito que a omissão custará muito caro… Pode custar uma vida.

É importante entender que quem quer tirar a própria vida, precisa de motivos para continuar, razões para seguir. Renovar seu amor próprio, voltar a se cuidar, a se querer bem, mas para isso precisará de apoio para reaprender a viver e enfim, compreender que a vida sempre vale a pena.

Vamos fazer a diferença na vida de alguém?

About the Author Layde Lopes

Palestrante, psicanalista clínica, practitioner em PNL, especializada em Serviço Social com ênfase na saúde, Coach de vida. De concreto mesmo sobre mim... Apaixonada pela vida e suas reviravoltas. Elas sempre me surpreendem... Amante das letras e de suas infinitas possibilidades. Entre pontos, exclamações e interrogações, adoto muitas reticências... Elas dão aquele ar de continuidade. Intensa e cuidadosa com os detalhes... Eles fazem a diferença, aquela sutil diferença que falará mais alto sobre o quanto a gente se entregou, o quanto se doou, o quanto ousou ir um pouco mais. Quanto ao que não tenho certeza sobre mim, prefiro deixar subentendido. Estou em construção!

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