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Filofobia: O medo de se apaixonar

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Uma das fobias mais curiosas é a fobia de se apaixonar, também conhecida como Filofobia. É um tipo específico de transtorno de ansiedade que pode ter um efeito enorme sobre a vida social e emocional de uma pessoa. Quem sofre por Filofobia tem medo de se apaixonar e, em casos graves, não só evita potenciais amores, como também colegas de trabalho, vizinhos, amigos e familiares. O ato de se apaixonar pode ser uma das experiências mais incríveis que um ser humano pode experienciar, no entanto para um filofóbico isso pode gerar um sentimento terrível de desconforto e altos níveis de estresse, tanto físico quanto emocional .





Essas pessoas têm medo se entregar ao amor e até mesmo às relações pessoais. Querem viver uma vida sem compromisso, então evitam falar sobre si mesmas e mostrar como são. Têm medo de se tornarem vulneráveis, dessa forma, constroem uma “barreira intransponível” entre elas e os outros. Na verdade, é o medo de ser abandonado que faz com que suas relações se compare a uma montanha russa emocional: cheia de altos e baixos.

Alguns “sintomas” comuns de Filofobia

O filofóbico apresenta sintomas psicofísicos quando está próximo da pessoa pela qual sente atração sexual, física ou emocional. Os sintomas mais comuns são: batimento cardíaco irregular, problemas gastrointestinais, falta de ar e um desejo de fugir imediatamente da situação. Todas essas sensações fazem parte de um mecanismo de defesa que visa evitar que a pessoa sofra uma dor emocional.





Tanto a psicologia como a psiquiatria concordam que o fator desencadeante da Filofobia é um sentimento intenso de fracasso originado por um relacionamento passado que ainda não foi superado. A pessoa passou por algum rompimento que causou tamanha dor e desgosto que, inconscientemente, ela preferiu se bloquear para evitar que fosse ferida novamente. 

O que preciso fazer se tiver Filofobia?

Se você for uma das pessoas que sofrem pelo medo de se apaixonar, é bom colocar em mente que você não está sozinho, há muitas pessoas que estão passando pelo mesmo que você e se você seguir algumas dicas e orientações, provavelmente conseguirá superar essa fobia.

A seguir estão quatro estratégias para que você possa gradualmente superar esse medo de se envolver em relacionamentos:

1. Se exponha ao medo:

Em casos menos graves da doença a simples exposição ao medo é uma boa maneira de vencê-lo. Muitas vezes, pensamos demais sobre as consequências negativas do que tememos que aconteça, mas quando nos expomos ao medo e o enfrentamos percebemos que, na verdade, aquelas expectativas eram irreais. Fugir ou evitar essas situações só fará com que esse medo se fortaleça e permaneça vivo.

2. Viva no presente





Para conseguir ter algum controle emocional é preciso vivenciar as relações do dia-a-dia, ou seja, que você viva no presente. Tente deixar para trás os pensamentos irracionais criados pelas experiências passadas e evite pensar demais sobre expectativas futuras, que só criarão mais ansiedade. Cada situação e pessoa são diferentes, por isso você precisa concentrar sua atenção no momento presente, sem ir muito além. Desta forma, você conseguirá controlar melhor a ansiedade gerada por esta fobia. O Mindfulness (Atenção Plena) é uma prática terapêutica de meditação que busca, acima de tudo, que os aspectos emocionais e outros processos de caráter não-verbal sejam aceitos e vivenciados  da forma que são, sem serem evitados.

3. Expresse seus medos

A comunicação é fator chave para qualquer relacionamento. Ela também é importante para que nos sintamos mais fortes na hora de enfrentar eventuais problemas em algum dos nossos relacionamentos. Conte os seus medos para alguém que você confie, isso o ajudará a compreender melhor suas emoções e aliviará o estresse emocional.

4. Dê tempo ao tempo

Esses bloqueios emocionais ocorrem porque ainda guardamos na memória alguns episódios dolorosos que assombram nossa estrutura psicológica.  Não é uma boa ideia querer mudar tudo de uma hora para outra. Os conflitos emocionais podem levar dias, semanas, meses, ou até mesmo anos para cicatrizar. Então se dê o tempo necessário para rearranjar sua vida e tente não se incomodar por algo que só o tempo e as atitudes certas irão curar.

Se você não conseguir sozinho, procure um profissional. Não tenha medo de procurar ajuda, todos sabemos os nossos limites.

Fonte: PsicologiaYmente traduzido e adaptado por Psiconlinews

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