Você sabe o que é TDAH?

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O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um transtorno neurobiológico, uma disfunção em áreas do córtex cerebral, conhecida como Lobo Pré Frontal. Quando seu funcionamento está comprometido, ocorrem dificuldades na concentração, memória, hiperatividade e impulsividade, originando os sintomas do TDAH. Geralmente aparece na infância e acompanha o indivíduo por toda a sua vida.





É caracterizado por sintomas de desatenção, inquietude/agitação, desorganização, impulsividade, entre outros.
Na infância, o indivíduo com TDAH apresenta dificuldades na escola e no relacionamento com outras crianças, pais e professores. Eles são desatentos, não ficam quietos e apresentam dificuldade em seguir regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção, memória, apresentam comportamento impulsivo e inquietude. Muitas vezes são considerados por outras pessoas como “egoístas”. Podem apresentar, ou não, outros problemas associados, como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.





O TDAH não causa prejuízo na inteligência do indivíduo, a pessoa com TDAH pode ser inteligente e criativa, porém comete erros por falta de atenção a detalhes, faz várias coisas simultaneamente, ficando com vários projetos e tarefas por terminar. É desorganizado internamente (diversos pensamentos e ideias ao mesmo tempo) e externamente (mesa, gavetas, papéis, prazos, compromissos, etc).

Geralmente, pessoas com TDAH apresentam comportamento impulsivo, podendo trabalhar, comprar, comer, beber e muito mais, compulsivamente. Fala e/ou faz o que lhe vem na cabeça, sem pensar antes. Apresenta comportamento impaciente, irritadiço e com alterações de humor. Pode mudar com facilidade de planos, metas e objetivos.

Uma dúvida recorrente é sobre a causa do TDAH. Estudos científicos afirmam que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é responsável pela inibição do comportamento inadequado, pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento. O que parece estar alterado nessa região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).





Apesar do TDAH atingir cerca de 6% da população, ainda é desconhecido por muitas pessoas, dentre elas, alguns profissionais da saúde. A falta de um diagnóstico competente e tratamento correto podem causar prejuízos na vida profissional, pessoal, social e afetiva do indivíduo sem que ele entenda o por quê. Sem o tratamento, outros distúrbios podem se associar (comorbidades), a autoestima pode ficar cada vez mais comprometida e o indivíduo pode se isolar, sentindo-se estranho, diferente.

Há alguns anos, os profissionais da área da saúde defendiam a ideia de que o tratamento deveria ser somente medicamentoso e que qualquer outro tratamento seria apenas um acessório. Atualmente, após estudos científicos, comprovou-se que o TDAH não é apenas uma disfunção cerebral e que tratamentos exclusivamente medicamentosos são insuficientes para atingir os resultados esperados, tanto em crianças quanto em adultos.

O diagnóstico deve ser realizado por um profissional devidamente capacitado e o tratamento abrange Psicoterapia, medicação (quando necessário), muita informação e conscientização sobre o TDAH, informações substanciais sobre o problema e seu gerenciamento, fortalecendo o indivíduo para o enfrentamento, mudanças e ajustes necessários.

No tratamento do TDAH, o Psicólogo trabalha como um treinador, dando instruções e sinalizando (por exemplo: “veja, você está se perdendo em detalhes”, “volte àquele assunto”, “você falava sobre isso”). Nesse caso, o foco da Psicoterapia deve ser a mudança de velhos hábitos como: desorganização, pensamentos errôneos e/ou negativos, adiamento crônico (depois eu faço), a esquiva para iniciar as atividades além do resgate da autoestima e da autoconfiança. Com o sucesso da Psicoterapia, a autoestima e autoconfiança se fortalecem e o indivíduo passa a assumir responsabilidades e compromissos sem tanta relutância e conflito. Mas para o sucesso da Psicoterapia, é preciso aderir corretamente ao tratamento, participar e não faltar. Na dúvida, consulte sempre um Psicólogo.

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