Como identificar pensamentos automáticos

Shares

pensamentos automáticos automáticos - automatic thinking 862x589 - Como identificar pensamentos automáticos

Nós pensamos muito ao longo do dia! Você faz ideia de quantos pensamentos? Em média temos 70 mil pensamentos por dia. Isto é apenas uma estimativa. Este número pode variar de 12 a 80 mil pensamentos. Obviamente, na grande maioria das vezes não estamos conscientes destes pensamentos. Alguns pensamentos são automáticos, outros chegam a virar crença.





Para identificar nossos pensamentos automáticos, devemos observar o que passa pela nossa cabeça quando experimentamos sentimentos ou reações fortes.

Pensamentos aparecem em nossas mentes em formato de frases, imagens ou recordações.
Algumas perguntas podem nos ajudar a identificar nossos pensamentos automáticos. Entre elas:

1- O que estava passando em minha mente instantes antes de eu começar a me sentir deste jeito? (Antes de sentir: Tristeza, ansiedade, medo, raiva…)
2- O que isso diz a respeito de mim se for verdade?
3- O que isso significa em relação a mim, minha vida e meu futuro?
4- O que temo que possa acontecer?





5- O que de pior poderia acontecer se isso fosse verdade?
6- O que isso significa em termos de modo como a(s) outra (s) pessoa (s) sente (m)/pensa(m) a meu respeito?
7- O que isso significa em relação à(s) outra (s) pessoa (s) ou às pessoas em geral?
8- Quais imagens ou lembranças tenho nesta situação?

Ao identificar esses pensamentos, podemos entender melhor nossas reações e comportamentos.

Na terapia cognitivo-comportamental aprendemos que toda situação gera pensamentos, que geram sentimentos (emoções), que geram comportamentos e reações fisiológicas. Esses 5 fatores estão interligados. Qualquer mudança em qualquer um desses fatores reflete nos outros. A forma como percebemos (interpretamos, pensamos) as situações pelas quais passamos faz toda a diferença.





Aprendemos a identificar nossos pensamentos na terapia e a trocá-los por pensamentos mais adaptativos. Percebemos que muitas vezes eles são distorcidos. Na ansiedade, por exemplo, tendemos a superestimar o perigo/ameaça e subestimar nossa capacidade de enfrentamento. Na realidade o perigo é menor, na maioria das vezes imaginário, e nossa capacidade de enfrentamento é muito maior.

Convido vocês a começar a praticar fazendo registros de pensamento. Escrevendo num papel as situações por quais vocês passam, o sentimento que gera e como vocês se comportam. E o mais importante: Tentem lembrar e escrever os pensamentos automáticos e respondendo às perguntas de identificação de pensamentos que listei no texto.

About the Author Aline Cataldi

Psicóloga Clínica e Escolar (PUC/RJ) - CRP: 05/29285 - Mestre em Saúde Mental (UFRJ)- Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)- Formação em Entrevista Motivacional- Conselheira em Dependência Química- www.alinecataldi.com.br

follow me on:

Leave a Comment:

1 comment
Add Your Reply