O rosto escondido de Sia: Dependência e Fobia Social

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A cantora australiana Sia já ocupa os holofotes há algum tempo, mas algumas pessoas podem ter dificuldade em reconhecê-la. Muitas vezes ela se recusa a ser fotografada para entrevistas e usa uma atriz substituta, Maddie Ziegler, de 12 anos, para representá-la em suas músicas e vídeos.





Ela escreve suas músicas inspirada na sua vida pessoal, incluindo o hit “Chandelier”, no entanto, encontrou uma grande abertura ao escrever música para outros cantores famosos, incluindo Rihanna (“Diamonds”), David Guetta (“Titanium”) e Flo Rida (“Wild Ones”). Em vez de tentar aproveitar cada pedacinho da sua popularidade, como faz a maioria dos famosos, apesar do seu imenso sucesso, Sia prefere permanecer nas sombras.





Embora tenha concordado em aparecer em um artigo frequentemente citado e publicado no New York Times ano passado, ela se recusou em ser fotografada e apareceu na capa da Billboard com um saco de papel sobre sua cabeça. Alguns acusaram a estrela de tentar angariar publicidade, mas a resposta é muito mais simples do que isso – a fama faz com que ela fique muito desconfortável.

Ela é uma artista solo muito popular que chamou a atenção do público em 2005 quando a sua música “Breath Me” foi usada na cena final da série “Six Feet Under”. A música simplesmente viralizou e vendeu cerca de 1,2 milhões de cópias, seu empresário até tentou aproveitar a oportunidade para lançar uma turnê, o único problema era que Sia não queria isso.





Durante o seu artigo no New York Times, ela explicou: “É horrível. Eu só queria ter uma vida privada. Uma vez quando um amigo meu estava me contando que tinha câncer, alguém veio e perguntou se poderia tirar uma fotografia comigo. Você entende? Isso já é demais, ok? Na verdade, o fã não poderia saber o que estava acontecendo, mas não é difícil entender que ninguém quer que a sua vida privada seja tão banalizada dessa forma”.

A esta altura a cantora admitiu ter se tornado dependente em drogas e álcool, o que, juntamente com suas exigências e recusas para fazer trabalhos promocionais, fizeram com que qualquer chance de uma turnê fosse por água abaixo. Enquanto lutava contra o vício e a fobia social, Sia começou a usar franjas e máscaras, dessa forma seu rosto não era visto pelo público.

Em 2010 as coisas fugiram totalmente do controle, então ela tomou um overdose de remédios para acabar com a própria vida e escreveu uma carta de suicídio, mas seus planos foram interrompidos por um telefonema de um amigo, a partir de então ela decidiu começar um programa de reabilitação e começou a mudar de vida. Decidiu que iria começar a escrever letras de músicas para outros cantores a fim de explorar sua criatividade sem ser o centro das atenções.

Hoje em dia suas músicas já venderam mais de 25 milhões de cópias e seu álbum 1000 formas de medo, está se saindo muito bem, principalmente pelo enorme sucesso de “Chandelier”. O seu retorno como artista solo foi um ato de coragem, considerando o quão mal as coisas estavam indo ultimamente, felizmente ela está tomando controle da situação e aos poucos conseguindo superar a fobia social para emergir aos olhos do público em sua própria pessoa, apenas limitando sua aparência no palco. Agora, além de participar de “Oficinas de Meditação na casa de Demi Moore”, ela está mais aberta para falar sobre sua fobia social e a necessidade de se proteger. Ela posou para os fotógrafos na estréia de “Annie” em dezembro do ano passado, então talvez comece a se abrir mais para o público.

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