O “querer” na atualidade

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“O querer na atualidade” é uma texto que escrevi há um tempo, e percebo que ele continua sendo pertinente e extremamente atual! Costumo dizer que escrevo com a linguagem mais simples possível, pois o objetivo é que toda e qualquer pessoa compreenda o que lê. Então vamos lá!





Os séculos XX e XXI trouxeram com eles o aumento da população, a política cada dia pior, a tecnologia e, infelizmente, mais violência. Qual é a motivação para matar (ou quase) uma pessoa que está com um objeto que você quer? Pois é, QUER. Mas não necessariamente merece… Esse QUERER é o que mais me chama a atenção, e é ele o grande problema de tudo, e ele é o foco desse texto! Estamos na Era do “eu tenho”, enquanto o “eu sou” é deixado de lado e desvalorizado.





Cada vez mais vemos crianças se debatendo dentro de shopping e mercados porque QUEREM algo que os pais negaram. Ou então aquelas crianças que tem um celular de última geração com 6, 7 anos. E ganham presentes sem motivo, em qualquer data. Qual a real necessidade disso? Não deixa de ser um problema, mas nesse caso, são crianças que tem condições, e que os pais não ensinaram o valor do dinheiro e como usá-lo de forma saudável e inteligente. Serão provavelmente adultos alienados, alheios ao mundo real, mimados, gananciosos, sem saber lidar com as frustrações que a vida lhes impuser…

Mas e no caso de crianças que não tem poder aquisitivo para esse estilo de vida? Elas crescem vendo o mundo a sua volta conquistando tudo, e elas não. A família precisa ser muito bem estruturada, ensinar valores para que ela entenda que, quando crescer, pode ter essas conquistas. São famílias que acabam mais cobradas para ensinar valores, pois não têm dinheiro. É estranho para você ler isso? Analise então o seu próprio conceito sobre crimes cometidos por “pobres” e “não pobres”, você perceberá que cobra mais de quem não tem condição financeira… É a nossa cultura!





Enfim, o que me intriga é que o QUERER está fazendo os crimes aumentarem cada dia mais. Claro que tem inúmeras causas, mas pensemos um pouco sobre esse querer imediato, sem merecimento. Qual o benefício de roubar uma bicicleta, um celular? O celular pode ser inutilizado pelo dono do aparelho, então não é vantagem roubar para si. Um celular de mil reais é vendido por 200! Esses 200 reais financiam as compras de casa, as drogas, o quê? Enfim, ele só rouba porque alguém compra, porque esse alguém QUER o aparelho mas não quer pagar o valor da loja. Sendo assim, é um ciclo vicioso, que não tem fim. Usei o exemplo do celular porque é um dos bens mais desejados hoje em dia, usado inclusive como status.

Sim, tudo está muito caro! Mas você já pensou se é fácil de ser corrompido? Ahh, mas só furtou uma balinha, né? Então o que diferencia você desses assaltantes? O furto, sem violência? Porque no fim das contas, dá no mesmo. Você não quer pagar para ter algo e pega o que não é seu, de forma ilícita!
A violência é um assunto à parte, porque envolve outras questões, mas é uma consequência de toda a situação descontrolada que estamos vivendo.

O que EU QUERO aqui, é promover a reflexão do leitor sobre o seu próprio QUERER. Você tem inveja de quem possui algo que você queria? Quando seu filho quer algo, como você age? Já disse “não” ao seu filho? Como seu filho reage ao seu “não”? Você dá presentes relativamente caros (ou fora do seu orçamento) para seu filho fora de datas especiais? São algumas reflexões que precisamos fazer para melhorar a nós mesmos e aos nossos descendentes. Precisamos ter os pés no chão, ir até onde a mão alcança, não querer além do que podemos e/ou merecemos. E assim, fazer por merecer, lutar para conquistar, com nosso suor e nosso trabalho. A melhor forma de ensinar e aprender é através do exemplo.

E você, é um exemplo a ser seguido?
E você, controla o seu QUERER?

Corujices da Psi

About the Author Samira Oliveira

Meu nome é Samira Oliveira. Sou Pedagoga e Psicóloga. Possuo experiência em diferentes segmentos como: Educação, Recursos Humanos e Psicoterapia Clínica. O objetivo dos meus textos é trazer informação aos leitores, com uma linguagem de fácil compreensão sobre os principais temas dessas duas profissões tão importantes e infelizmente pouco valorizadas em muitas instâncias.

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